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1ª AULA TEÓRICA |
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1. O Passe através dos tempos
"Os anais dos povos da Antigüidade formigam em narrativas circunstanciadas, que mostram o
profundo conhecimento que do magnetismo tinham os antigos sacerdotes.
Os magos da Caldéia, os brâmanes da Índia curavam pelo olhar.
Ainda hoje, na Ásia, os faquires cultivam com êxito as práticas magnéticas.
Os egípcios empregavam, no alívio dos sofrimentos, os passes e a aposição
de mãos, como os executamos ainda hoje.
Os romanos também tiveram templos onde se reconstituía a saúde por operações
magnéticas.
Na Gália, os druidas e as druidesas possuíam em alto grau a faculdade de curar, como o
atestam muitos historiadores; sua medicina magnética tornou-se tão célebre que
os vinham consultar de todas as partes do mundo.
Na Idade Média, o magnetismo foi praticado, principalmente pelo sábios.
"Avicena, doutor famoso, que viveu de 980 a 1036, escreveu que a alma age não só
sobre o corpo, senão ainda sobre corpos estranhos que pode influenciar, a distância."
Os cristãos da Antigüidade difundiram com muita freqüência as práticas
magnéticas, principalmente pelas mãos do Cristo, quando fazia curas na Sua peregrinação
evangélica pela Palestina. Disso, temos vários exemplos relatados no Novo Testamento.
1.2. Algumas referências no Novo Testamento:
A cura de um leproso - Mateus 8, 1 a 4;
Cura do criado do centurião - Mateus 8, 5 a 13;
Cura da sogra de Pedro - Mateus 8, 14 e 15;
Cura de um paralítico em Cafarnaum - Mateus 9, 1 a 8;
Os dez leprosos - Lucas 17, 11 a 19;
O paralítico da piscina - João 5, 1 a 17;
A mulher hemorroíssa - Marcos 5, 25 a 34;
Pedro e João - Atos 3, 1 a 11;
Ananias - Atos 9, 10 a 17.
Encontramos nestas referências, o passe como prática habitual de cura ao tempo de Jesus
e de seus seguidores, quando as mãos aparecem como um dos veículos mais comuns de
técnica de cura fluídica, além da origem do termo "dom de curar" pelo
apóstolo Paulo.
Com o Espiritismo, a prática magnética ressurge com mais freqüência, através
do emprego do passe. Surgiram, com a nova ciência, duas diretrizes: uma científica (Mesmer) e
outra científica-religiosa (Kardec).
1.3. Magnetismo
O magnetismo animal, também conhecido como mesmerismo, visto ter sido Franz Anton Mesmer,
doutor pela Universidade de Viena o seu mais célebre renovador nos tempos modernos, esteve em
voga nos fins do século XVIII, adquirindo maior impulso na primeira metade do século XIX.
Na França, sobretudo, sumidades médicas ilustres prelados confirmavam a veracidade dos
fenômenos magnéticos, principalmente no que diz respeito a curas psíquicas, a
diagnósticos e prescrições terapêuticas fornecidas pelos sonâmbulos.
Ao próprio Pestalozzi, não teriam passado desapercebidos os relatos de extraordinárias
curas conseguidas pelos "passes" dos magnetizadores.
A iniciação de Kardec, que teve a sua curiosidade despertada para o magnetismo animal,
assim que chegou a Paris, deu-se aproximadamente em 1823, segundo ele próprio afirmou . E nos
anos seguintes aplicaria parte de seu tempo no estudo criterioso e equilibrado, teórico e
prático do magnetismo, adquirindo, assim, sólidos conhecimentos desta ciência.
"Magnetismo" é, na verdade, uma palavra usada de modo errado para uma forma de terapia que,
atualmente, é indicada com uma definição mais científica : "Medicina
bioenergética" ou "terapia energética". A grande vantagem da terapia
energética é que pode ser aplicada em qualquer lugar, diretamente, sem fatores intermediários.
Se nos ativermos às diretivas, o método não apresentará o menor perigo,
nem provocará reações colaterais prejudiciais...
Quando duas mentes se sintonizam, uma passivamente e outra ativamente, estabelece-se entre ambas,
uma corrente mental cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais o
"ativo" exerce influência sobre o "passivo". A esse fenômeno
denominamos magnetização.
Assim, magnetismo é o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito,
age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados
1.4. Pioneiros do Passe no Brasil
Por volta de 1840, chegavam dois médicos humanitários ao Brasil. Eram Bento Mure e
Vicente Martins, que fariam da medicina homeopática verdadeiro apostolado. Muito antes da
Codificação Kardequiana, conheciam ambos os transes mediúnicos e o elevado
alcance da aplicação do magnetismo espiritual.
Foram eles, os médicos homeopatas que iniciaram aqui os passes magnéticos, como imediato
auxílio das curas.
2. Definições - Conceito
"E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe
imponhas as mãos para que sare, e viva" - Marcos 5: 23.
Jesus impunha as mãos aos enfermos e transmitia-lhes os bens da saúde. Seu amoroso
poder conhecia os menores desequilíbrios da Natureza e os recursos para restaurar a harmonia
indispensável.
Nenhum ato do Divino Mestre é destituído de significação. Reconhecendo
essa verdade os apóstolos passaram a impor as mãos fraternas em nome do Senhor e
tornavam-se instrumentos da Divina Misericórdia.
Atualmente, no Cristianismo redivivo, temos, de novo, o movimento socorrista do Plano Invisível,
através da imposição da mãos. Os passes, como transfusões de forças
psíquicas, em que preciosas energias espirituais fluem dos mensageiros do Cristo para os doadores
e beneficiários, representam a continuidade do esforço do Mestre para atenuar os sofrimentos
do mundo.
Seria audácia por parte dos discípulos novos a expectativa de resultados tão
sublimes quanto os obtidos por Jesus junto aos paralíticos, perturbados e agonizantes.
O Mestre sabe, enquanto nós outros estamos aprendendo a conhecer. É necessário,
contudo, não desprezar-lhe a lição, continuando, por nossa vez, a obra de amor,
através das mãos fraternas.
Onde exista sincera atitude mental do bem, pode estender-se o serviço providencial de Jesus.
"Não importa a fórmula exterior. Cumpre-nos reconhecer que o bem pode e deve ser
ministrado em seu nome."
2.2. "A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se
há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais
absoluto é a mediunidade curadora." (Allan Kardec)
"É inequívoca a seriedade com que Kardec se postou ante a "mediunidade curadora".
Tanto assim que a ela se refere como uma "coisa santa", claramente ressaltando a nobreza de
caráter da qual deve se revestir todo aquele que se disponha a esse verdadeiro labor divino, a
fim de agir, em todos os momentos, "santamente, religiosamente". Mas, caráter nobre
é formatura adquirida nos modos e hábitos diários e não apenas em certos
momentos, quase sempre vivenciados na esporadicidade de fundo imediatista, interesseiro ou comodista."
"Podemos analisar inicialmente alguns aspectos que dizem respeito às definições
e menções que adiante iremos apreciar. Isso porque não foi normalmente sob o nome passe,
mas, via de regra, como "dom de curar", "mediunidade curadora", "imposição
de mãos", que o Codificador se referiu ao assunto em estudo. Além disso, em diversas
ocasiões tratou deste tema nominando-o, genericamente, "magnetismo", ainda que nessas
oportunidades não deixasse dúvidas sobre que tipo de magnetismo se referia."
A designação de mediunidade curadora dada por Kardec é o gênero de mediunidade
que "consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo
olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação", já se
percebe a abrangência com que ele tratou a matéria.
Uma outra verificação bastante comum é que, se formos analisar enciclopédias
e dicionários, notaremos que nem todas as referências existentes são em relação
ao passe (no singular), que é a maneira usualmente empregada tanto no meio Espírita como
na literatura espiritualista em geral, mas, preferencialmente, aos passes (no plural).
Importa ainda considerar que o termo "passe" tem significados distintos. Inicialmente era o
passe apenas o nome dado ao gesto (ou ao conjunto destes) com fins de se movimentar "eflúvios".
Depois, entendido como atividade de cura, generalizou-se como a própria prática da cura.
No entendimento Espírita, ora é evocado como um, ora como outro sentido. Apesar disso, na
maneira como venha a se empregar o termo, "passe" tanto pode ser entendido como uma terapia
espírita, como uma parte do magnetismo, como uma técnica de cura ou ainda como o sentido
genérico da "fluidoterapia".
3. Noções
O passe espírita é uma transfusão de energias psíquicas e espirituais que
alteram o campo celular. Não é uma técnica. É um ato de amor. Não
foi inventado pelo Espiritismo, mas foi estudado por ele. Jesus utilizava-o.
Na literatura espírita, existem outros conceitos, tais como:
"É uma transfusão de energias psíquicas..." - (Emmanuel -
O Consolador - questão 99).
"É uma transfusão de energias regeneradoras..." - (Marco Prisco -
Ementário Espírita).
"Não é unicamente transfusão de energias anímicas. É o
equilibrante ideal da mente, apoio eficaz de todos os tratamentos" - (André Luiz -
Opinião Espírita - Capítulo 55).
"...O passe é transfusão de energias fisio-psíquicas, operação
de boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício" -
(Emmanuel - Segue-me - Capítulo O Passe).
Não é uma técnica. É um ato de amor. Não foi inventado pelo
Espiritismo, mas foi estudado por ele. Jesus utilizava-o.
Quando duas mentes se sintonizam, uma passivamente e outra ativamente, estabelece-se entre ambas uma
corrente mental, cujo efeito é o de plasmar condições pelas quais o "ativo"
exerce influência sobre o "passivo". A esse fenômeno denominamos magnetização.
Assim, magnetismo é o processo pelo qual o homem, emitindo energia do seu perispírito
(corpo espiritual), age sobre outro homem, bem como sobre todos os corpos animados ou inanimados. Temos,
portanto, que o passe é uma transfusão de energia do passista e/ou espírito para o
paciente.
Passe é, a transferência de energias psíquicas e espirituais. Existem pessoas que
armazenam energias que emanam do Fluido Cósmico Universal o que as colocam em condições
de transmitirem essas energias a quem esteja necessitado.
As energias doadas através dos passes, são forças magnéticas de variado
teor. Podem ser colhidas dos reinos da Natureza: mineral, vegetal, animal, hominal e de fluidos do
plano espiritual.
A finalidade é a revitalização e reequilíbrio orgânico, perispiritual
e psíquico; restabelecimento da estabilidade neuro-vegetativa; auxilio e amparo.
O passista projeta correntes de fluidos finos e poderosos que agem provocando transformações
nos agrupamentos celulares, seja no corpo denso, seja no Perispírito.
O passe é sempre, segundo a visão espírita, um procedimento fluídico-magnético,
que tem como principal objetivo auxiliar a restauração do equilíbrio orgânico do
paciente. Por orgânico, aqui, entenda-se a estrutura completa do individuo - corpo físico,
perispírito e Espírito.
4. Objetivos do Passe
O passe foi incluído nas práticas do Espiritismo como um auxiliar dos recursos terapêuticos
ordinários. É, portanto, um meio e não a finalidade do Espiritismo. No entanto,
muitas pessoas procuram o centro espírita em busca somente da cura ou melhora de seus males
físicos, psicológicos e dos distúrbios ditos "espirituais"
Geralmente, as pessoas que assim procedem são nossos irmãos que desconhecem os fundamentos
do Espiritismo. Muitos vêem no Espiritismo mais uma religião, criada por Kardec. Outros
ligam-no somente à mediunidade, temendo sua prática, que envolveria o relacionamento com
"almas do outro mundo". Ainda outros associam-no a curas, e mesmo à fórmulas
místicas para a solução de problemas financeiros, conjugais, etc.
Há aqueles que, sem nada conhecer, tomam passes freqüentemente, por hábito, mesmo
sem estarem necessitando. Isso tudo resulta do desconhecimento doutrinário, de interpretações
pessoais, da disseminação de conceitos errôneos. É dever do centro espírita,
por meio do seu corpo de trabalhadores, esclarecer os que o procuram acerca dos objetivos maiores do
Espiritismo, que gravitam em torno da libertação da criatura das amarras da ignorância
das leis divinas, alçando-a à perfeição.
Muitas vezes, a fé que leva as pessoas a procurarem os recursos do passe é cega.
Desconhecem os seus mecanismos, os seus efeitos e sua aplicação. A fé cega
é mística. A fé verdadeira é uma força atrativa e fixadora das
energias benéficas.
Para entendermos os mecanismos do passe, é importante estudarmos seus objetivos, condições
de aplicação, comportamento do passista, estrutura do centro espírita e, não
menos e talvez mais importante os fluidos e suas leis, o que inclui a análise do perispírito,
suas funções, suas propriedades. Tudo isso encontra-se exposto nas obras básicas de
Allan Kardec, notadamente no capítulo 14 de A Gênese, bem como em outras obras sérias,
como as de André Luiz, Léon Denis, Yvonne Pereira, Philomeno de Miranda, Jacob Melo, Luiz
Gurgel e outros.
4.1. Distinguimos os objetivos do passe em três grupos:
1 - Em relação ao paciente;
2 - Em relação ao passista;
3 - Em relação à Casa Espírita.
1. Em Relação ao Paciente
O passe espírita objetiva o reequilíbrio orgânico (físico), psíquicos,
perispiritual e espiritual do paciente. Chega-se fácil a esta conclusão pela observação
de que:
quando um paciente procura o passe, ele busca, com certeza, melhora para seu comportamento orgânico,
psíquico e/ou espiritual, o que já representa uma afirmativa desse objetivo;
quando os médiuns sentem-se "doando energias" e, por vezes, se fatigam após
as sessões de passes, deixam claros indícios de que houve "transferências
fluídicas" em beneficio do paciente; na comprovação das melhoras ou curas dos pacientes, novamente se confirma a tese;
no estudo dos mais variados tratados e obras sobre o assunto, não há quem discorde desse objetivo;
Não se deve, porém, confundir o objetivo do passe com o seu alcance. Erroneamente
é comum se deduzir do fato de alguém não ter sido curado num determinado
tratamento fluidoterápico, este deixa de ter sua objetividade definida. Tal raciocínio
equivaleria a se condenar a Medicina tomando como base os casos que não tiveram solução
possível, ou se acusar um médico pelo fato de um paciente não responder a certos
medicamentos. O passe, como os medicamentos, tem seus objetivos bem definidos, ainda que, por circunstancias
a serem vistas mais adiante, nem sempre sejam alcançados satisfatoriamente. Isso, entretanto, não
os descaracterizam.
O Espírito Emmanuel assim se pronuncia: "Se necessitas de semelhante intervenção
(do passe), recolhe-te à boa vontade, centralize a tua expectativa nas fontes celestes do
suprimento divino, humilha-te, conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração
na confiança positiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições,
retifica o teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós
todos, porque, de conformidade com as letras sagradas, 'Ele tomou sobre si as nossas enfermidades
e levou as nossas doenças'" (grifos originais).
Aqui encontramos toda uma definição de objetividade; um verdadeiro manual de orientação
a quem vai se beneficiar das benesses de um passe.
É a parte moral e espiritual do passe em destaque, convidando o paciente à humildade.
2. Em Relação ao Passista
Lembremos Kardec quando nos informa que "A faculdade de curar pela imposição das
mãos deriva evidentemente de uma força excepcional de expansão, mas diversas
causas concorrem para aumentá-la, entre as quais são de colocar-se, na primeira linha:
a pureza dos sentimentos, o desinteresse, a benevolência, o desejo ardente de proporcionar
alívio, a prece fervorosa e a confiança em Deus; numa palavra... todas as qualidades
morais" ou seja: além de proporcionar a cura ou a melhora do paciente, deve o médium
passista se esforçar por melhorar-se moralmente, no fito de cumprir sua tarefa dignamente e de
melhor favorecer aos objetivos do passe.
Como médiuns, devemos ser conscientes de que temos no passe uma oportunidade sagrada de praticar
a caridade sem mesclas, desde que imbuídos do verdadeiro espírito cristão, sem falar
na bênção de podermos estar em companhia de bons Espíritos que, com carinho,
diligência, amor, compreensão e humildade se utilizam de nossas ainda limitadas potencialidades
energéticas em beneficio do próximo e de nós mesmos.
Ademais, não olvidemos que somos, em maioria, iniciantes na jornada da evolução,
pelo que vale a advertência de Emmanuel nos recordando que "Seria audácia por parte
dos discípulos novos a expectativa de resultados tão sublimes quanto os obtidos por Jesus
junto aos paralíticos, perturbados e agonizantes. O Mestre sabe, enquanto nós outros estamos
aprendendo a conhecer. E necessário, contudo, não desprezar-lhe a lição,
continuando, por nossa vez, a obra de amor, através das mãos fraternas".
Pelo fato de ser simples, não se deve doar o passe a esmo, nem, tampouco, a fim de "dar
aparências graves" aos mesmos, alimentar idéias errôneas que induzam ao
misticismo ou que venham a criar mistérios a seu respeito. Por isso mesmo nos convida André
Luiz... "Espíritas e médiuns espíritas, cultivemos o passe, no veículo da
oração, com o respeito que se deve a um dos mais legítimos complementos da terapêutica
usual", induzindo-nos, assim, à responsabilidade que devemos ter como médiuns
passistas espíritas.
Para exercer tal função o médium passista deverá estar em perfeito
equilíbrio físico e moral.
Existem, portanto, alguns requisitos básicos, segundo André Luiz, que são:
Mas, a par com os requisitos, existem os impedimentos:
A batalha moral contra os defeitos e as paixões aviltantes, deve ser encetada por todos e em
especial pelos que desejam servir na área dos passes. O primeiro passo está no combate
aos vícios, vencendo-os com persistência e tenacidade.
O equilíbrio do corpo está em relação direta com a harmonia do espírito,
sem uma não existe o outro. Tudo é mantido pela Lei de Equilíbrio através
da energia fluídica.
O médium passista, juntamente com o estudo e a prática da caridade, necessitará
de vigilância no seu campo de ação, porque da sua higiene espiritual resultará
o reflexo benfazejo naqueles a quem se proponha socorrer.
3. Em Relação ao Centro Espírita
Cabe ao Centro Espírita não apenas utilizar-se de seus médiuns para os serviços
do passe mas igualmente renovar os conhecimentos dos mesmos através de estudos, simpósios e
treinamentos, buscando formar equipes conscientes e responsáveis e se eximindo da limitação
tão perniciosa de se ter apenas um médium dito "especial", ou, o que não
é menos grave, contar com pessoas portadoras apenas de boa vontade ao serviço mas sem
nenhum interesse em estudar, aprender ou reciclar conhecimentos, limitadas, quase sempre, às
práticas do "já faz tanto tempo que ajo assim" ou "meu guia é quem
me guia e ele não falha nunca".
Afinal, já sabemos que tempo de prática, considerado isoladamente, não confere
respeitabilidade ao passe, assim como a tarefa, no campo da individualidade, é do médium
e não de guias que o isente de participação e responsabilidade.
Conscientizemos nossos passistas de suas imensas e intransferíveis responsabilidades pois se
em todas atividades de nossas vidas somos nós, direta e insubstituivelmente, responsáveis
por nossos atos, que se há de pensar daquela vinculada a tão nobilitante tarefa!
Outros objetivos do Passe:
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