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2ª AULA TEÓRICA |
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1. Fluidos - Noções
Na natureza existe um grupo de substâncias denominadas genericamente de fluidos, que apresentam
propriedades em comum bem características. Em todas elas observa-se, por exemplo, uma grande
facilidade em escoar. Isto acontece porque as suas moléculas deslocam-se facilmente umas em
relação às outras. Alguns exemplos poderão tornar mais fácil a
compreensão daquilo que acabamos de dizer.
São fluidos, quando na temperatura ambiente, as seguintes substâncias: Água,
álcool, gasolina, leite, oxigênio, enfim, todos os líquidos e todos os gases.
Pelos exemplos enumerados acima pode-se perceber que, entre os fluidos, não obstante várias
propriedades em comum, existem, contudo, muitas e fundamentais diferenças. Eles podem diferir bastante,
desde quanto à sua consistência e coloração até quanto à sua
utilidade específica e efeitos que podem causar no organismo humano.
Os Espíritos vieram nos revelar a existência de novas substâncias de natureza
fluídica até hoje desconhecidas da ciência oficial...
No presente estudo faremos destaque para as seguintes substâncias de natureza fluídica:
1.1. Fluido Cósmico Universal
Fluido é o elemento cósmico que dá origem a formação de todas as
coisas e pelas suas conseqüentes modificações.
O fluido cósmico universal é, nas palavras de Kardec, "a matéria elementar
primitiva, cujas modificações e transformações constituem a inumerável
variedade dos corpos da Natureza". Em outras palavras: é a matéria primitiva básica
a partir da qual todas as outras se formam.
Sua natureza é ainda pouco conhecida mas sabemos que:
Um dos mais importantes produtos do Fluido Cósmico Universal é o Perispírito.
1.2. Fluido Vital
"Queira ou não, cada alma possui no próprio pensamento a fonte inestancável
das próprias energias. Correntes vivas fluem do íntimo de cada Inteligência, a se
projetarem no "halo energético", estruturando-lhe a aura ou atmosfera psíquica,
à base de cargas energéticas constantes, conforme a natureza que lhe é peculiar, de
certa forma semelhantes às correntes de força que partem da massa planetária, compondo
a atmosfera que a envolve." (André Luiz).
O Fluido Vital é uma das combinações do F.C.U., e nos seres orgânicos - homens,
plantas e animais - é responsável pela animação da matéria. O Fluido Vital
pode ser conhecido por Magnético ou Elétrico.
O Fluido Vital pode ser transmitido de um elemento para outro.
O Fluido Vital, também chamado de 'princípio vital', é uma forma modificada do
fluido cósmico universal. Ele é o elemento básico da vida. Vida aqui considerada
no sentido atribuído pela ciência, que só caracteriza pelos fenômenos do
nascimento, crescimento, reprodução e morte.
Observe que nessa categoria, evidentemente, não se incluem os Espíritos, já que
não satisfazem, pelo menos, as duas últimas condições - reprodução
e morte.
Em "A Gênese", Kardec assegura que pela morte, o princípio vital se extingue".
Do fato é a existência, ou não, do fluido vital que distingue um corpo vivo do outro
sem vida.
Apesar de já contarmos, ao nascer, com certa quantidade do fluido vital, o nosso corpo precisa
ser constantemente suprido deste fluido, em razão da sua constante utilização,
principalmente nos processes ligados ao metabolismo.
É, contudo, característica dos seres vivos a capacidade do produzir fluido vital,
continuamente, a partir do fluido cósmico universal, como também a capacidade de
absorvê-lo diretamente, a partir dos próprios alimentos. Uma outra possibilidade de
absorção do fluido vital é através da transfusão fluídica.
Kardec refere claramente essa possibilidade quando afirma que: "O fluido vital se transmite de
um indivíduo a outro". É justamente essa propriedade, característica do
fluido vital, um dos fundamentos em que se baseia o passe.
No mesmo capítulo da obra de Kardec citada acima encontramos ainda a informação:
"A quantidade do fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos:
varia segundo as espécies, e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos
vários indivíduos de uma mesma espécie."
Realmente, na infância, a capacidade de processar o fluido cósmico para a produção
do fluido vital é muito acentuada. Essa capacidade se mantém mais ou menos inalterada
durante a juventude, mas a partir do certa idade ela torna-se bastante reduzida, fato este que leva a
uma diminuição progressiva da vitalidade do indivíduo, levando ao envelhecimento
geral do organismo.
A morte ocorre quando o organismo perde a capacidade de produzir e reter uma certa quantidade mínima
de fluido vital - morte natural - ou quando uma lesão mais séria no corpo físico provoca
uma taxa de escoamento desse fluido em quantidades superiores a sua capacidade de produção - morte
acidental.
Não devemos confundir fluido vital com irradiações mentais especificamente
categorizadas. O fluido vital é conseqüência das usinas celulares físicas,
cujo conjunto lhe dá um sentido, embora o psiquismo possa influenciar, como realmente influencia,
pelas condições emocionais e decisões da vontade; isso quer dizer que o campo do
fluido vital poderá sofrer variações de acordo com a vontade do indivíduo,
ao lado do momento psicológico que exterioriza.
No organismo a zona que maior concentração possui dessas energias é a massa sanguínea;
esse setor líquido, de viscosidade apropriada, em volta de 5 ou 6 litros, no adulto, será
a sede e fonte dos grandes mecanismos que a vida física pode oferecer. Em seu bojo, a massa sanguínea
carrega a própria vitalidade do indivíduo.
O homem, ser vivo mais expressivo na escala da vida e por já possuir o mecanismo da conscientização,
terá grandes responsabilidades com o que irradia através dos seus atos cotidianos, das suas
atitudes perante os semelhantes e, principalmente, diante dos seres inferiores; agredi-los, sob qualquer
pretexto, é destoar dentro da lei de equilíbrio e modificar as vibrações de
seu fluido vital no cadinho planetário.
Quanto mais malversarmos com as nossas atitudes os mecanismos da vida, sem obediência a princípios
sadios, sem a vontade de acertarmos no bem e sem cultivarmos as razões do intelecto, seremos
produtores de "aglutininas deletérias" como resultado das irradiações
malsãs de nosso fluido vital. Porém, se nos equilibrarmos em atitudes construtivas, se
desenvolvermos o bem sob qualquer tonalidade, estaremos esparzindo fluidos benéficos, mesmo que
as nossas possibilidades sejam reduzidas.
Os seres do mundo espiritual, por não possuírem fluido vital, é que necessitam do
nosso concurso, como indispensável, para muitas das tarefas assistenciais a que se propõem.
1.3. Fluidos Espirituais
Os seres espirituais vivem numa atmosfera fluídica, ou seja, inteiramente de fluidos.
Os fluidos da atmosfera fluídica são chamados de fluidos espirituais. Tal denominação
não é rigorosamente exata, porque eles ainda são matéria, já que
derivam do fluido cósmico universal.
Dizemos fluidos espirituais apenas por uma comparação, porque eles constituem como que
"a matéria do mundo espiritual" e guardam afinidade com os espíritos.
A atmosfera fluídica não é igual em todos os planos e mundos.
Quanto menos material é a vida neles, tanto menos afinidades têm os seus fluidos com a
matéria propriamente dita.
"Esses fluidos atuando sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo
material com o qual se acha em contato molecular, ocasionando, dessa forma, impressão salutar
se forem de boa natureza, e penosa se forem maus, deletérios. Se esses eflúvios maus,
deletérios, forem permanentes e enérgicos podem ocasionar desordens físicas e
não são outras as causas de diversas enfermidades".
Na atmosfera espiritual terrena, os fluidos não são dos mais puros, estão
próximos da materialidade e, por muito sutis e impalpáveis que nos pareçam,
não deixam de ser de natureza grosseira, em comparação com os fluidos etéreos
das regiões superiores.
Os espíritos que habitam a atmosfera fluídica da Terra extraem dela os fluidos com que
formam seu corpo espiritual (perispírito).
Nessa atmosfera fluídica ocorrem certos fenômenos especiais, tais como:
Os espíritos agem sobre os fluidos espirituais com o auxílio do pensamento e da vontade.
O pensamento e a vontade são para o Espírito o que a mão é para o homem.
Pelo pensamento os Espíritos imprimem aos fluidos esta ou aquela direção. Eles
os aglomeram, os combinam ou dispersam.
O pensamento do Espírito Encarnado age sobre os fluidos espirituais da mesma forma, transmitindo-se,
de Espírito a Espírito, pela via do Perispírito.E, conforme seja bom ou mau, saneia ou
vicia os fluidos circundantes.
Para que se alterem as qualidades e propriedades dos fluidos não é necessário
que o pensamento se exteriorize por palavras, basta a sua irradiação que sempre existe,
desde que se pensou. O pensamento produz uma espécie de efeito físico que age sobre o
mundo moral e o próprio ambiente, alterando a atmosfera espiritual.
Da mesma forma que um pensamento mau, viciado, produz sensações más, um pensamento
bondoso, de amor, produz sensações salutares e reparadoras.
Allan Kardec pergunta: "Como fugiremos à influência dos maus Espíritos que
pululam em torno de nós?
"O meio é simples, porque depende da vontade do homem. Os fluidos se combinam pela
semelhança de suas naturezas; os dessemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre
os bons e os maus fluidos".
"...A vontade, em todos os fenômenos, desempenha papel relevante. A vontade é atributo
do Espírito e com essa alavanca ele atua sobre a matéria elementar, reagindo sobre seus
compostos, cujas propriedades íntimas (atômicas) vêm assim a ficar transformadas.
A vontade é atributo do Espírito, seja encarnado ou desencarnado. Assim se explica a faculdade
de cura de certas pessoas, pelo contato e pela imposição de mãos (passes), faculdade
que algumas pessoas possuem em grau mais ou menos elevado".
Qualidade dos Fluidos
"O fluido magnético tem duas fontes distintas: os Espíritos encarnados e os
Espíritos desencarnados. Essa diferença de origem produz uma grande diferença na
qualidade do fluido e nos seus efeitos" - (Revista Espírita - Ano VII - setembro
1865 - Volume 9, páginas 249 e seguintes).
"O fluido humano está sempre mais ou menos impregnado de impurezas físicas e morais
do encarnado; o dos bons Espíritos é necessariamente mais puro e, por isto mesmo, tem
propriedades mais ativas, que acarretam uma cura mais pronta. Mas, passando através do encarnado
pode alterar-se... Daí, para todo médium curador, a necessidade de trabalhar para seu melhoramento
moral..." - (Revista Espírita - Ano VII - setembro 1865 - Volume 9,
páginas 249 e seguintes).
Os fluidos dos Espíritos inferiores podem ter propriedades maléficas para o homem,
principalmente se o Espírito for impuro e animado de más intenções. O
fluido emanado de um corpo malsão, pode inocular princípios mórbidos no enfermo.
Portanto o fluido do passista pode ser salutar ou insalubre, conforme ele for um bom ou mau indivíduo.
Os fluidos não têm denominações especiais; como os odores são designados
por sua propriedades, seus efeitos e seu tipo original.
Sob o ponto de vista moral, trazem a impressão dos sentimentos:
ódio, inveja, ciúme, orgulho, egoísmo, violência, hipocrisia, vaidade,
bondade, doçura, benevolência, compaixão, amor, caridade, etc.
Do ponto de vista físico são:
Excitantes, Calmantes, Penetrantes, Adstringentes, Irritantes, Dulcificantes, Soporíficos,
Narcóticos, Tóxicos, Reparadores, Dispersivos.
A ação fluídica associada à ação recíproca dos homens
uns sobre os outros, isto é, o magnetismo, pode depender:
Os resultados da transmissão fluídica podem ser:
Fechando o Conceito
(...) Para curar pela ação fluídica, os fluidos mais depurados são os mais
saudáveis, desde que esses fluidos benéficos sejam dos Espíritos Superiores, então
é o concurso deles que é preciso obter. Por isso a PRECE e a invocação são
necessárias. Mas para Orar, e sobre tudo, orar com fervor, é preciso fé.
Para que a prece seja escutada, é preciso que seja feita com humildade e dilatada por um
sentimento de benevolência e de caridade. Ora, não há verdadeira caridade sem
devotamento, nem devotamento sem desinteresse. Sem essas condições o MAGNETIZADOR,
privado da assistência dos bons espíritos, fica reduzido às suas próprias
forças (...). (Médiuns Curadores - Revista Espírita - jan. 1864 - pag. 9)
Como vimos, o fluido cósmico universal é o elemento primitivo do corpo carnal e do
perispírito, do qual são transformações. Pela identidade de sua natureza,
este fluido, condensado no perispírito, pode fornecer ao corpo os princípios reparadores;
o agente propulsor é o Espírito, encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado
uma parte da substância de seu envoltório fluídico.
A cura se opera pela substituição de uma molécula malsã por uma molécula
sã. A potência curadora estará, pois, na razão da pureza da substância
inoculada; ela depende ainda da energia da vontade, a qual provoca uma emissão fluídica mais
abundante e dá ao fluido uma força maior de penetração; depende, enfim, das
intenções que animam aquele que quer curar, quer seja ele homem ou espírito.
Os fluidos que emanam de uma fonte impura são como substância medicamentosas alteradas.
"O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnado, e se
transmitem de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia
ou vicia os fluidos ambientes".
"O perispírito dos encarnados sendo de natureza idêntica a dos fluidos espirituais,
ele os assimila com facilidade como uma esponja se embebe de um líquido, dependendo, é
claro, da lei de sintonia e afinidade. Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu
turno, reage sobre o organismo material com que se acham em contato molecular; se os eflúvios
são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a
impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos os eflúvios maus
podem causar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades".
Considerado como matéria terapêutica, o fluido tem que atingir a matéria orgânica,
a fim de repara-la; pode então ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo
desejo ardente, pela confiança, numa palavra: pela fé do doente.
Um fluido mau, não pode ser eliminado por outro igualmente mau. Preciso se faz expelir um fluido
mau com o auxílio de um fluido melhor. O poder terapêutico está na pureza da substância
inoculada, mas depende também da energia da vontade que, quanto maior for, mais abundante emissão
fluídica provocará e maior força de penetração dará aos fluidos.
A água fluidificada
É assim que as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem
adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético,
ao qual elas servem de veículo, ou se quiserem, de reservatório.
Kardec, A Gênese, cap. 15, § 25
A água é dos corpos mais simples e receptivos da Terra. É como que a base pura,
em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais
de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.
Emmanuel, Segue-me, p. 131.
Por essas assertivas, aprendemos que água é passível de adquirir qualidades
diversas, de natureza sutil ou "fluídica", ao influxo da vontade de um agente. No
meio espírita, a água modificada pela ação de Espíritos desencarnados
ou encarnados no sentido de tornar-se medicamentosa ficou conhecida como "água fluidificada"
ou "magnetizada". Trata-se de expressões impróprias, mas que o uso já
consagrou. (Do ponto de vista da física, a água pura que bebemos já é um fluido,
e não é suscetível de magnetizar-se por um ímã, por exemplo.)
A água dita "fluidificada" é, na verdade, um veículo de recursos
medicamentosos que atuam no perispírito. Indiretamente, contribui para o restabelecimento do
corpo carnal. Em seu livro Fluidos e Passes Therezinha Oliveira assim se refere à ação
da água fluidificada (p. 89): Ao ser ingerida, [...] é metabolizada pelo organismo,
que absorve as quintessências que vão atuar no perispírito, à semelhança
de medicamento homeopático. A água fluidificada é indicada nos casos de carência
fluídica, comuns quando há desequilíbrio emocional, debilitação orgânica
por enfermidade, nos desgastes por processo obsessivo, nas lesões de órgãos, etc.
Sendo uma espécie de medicamento, não devemos abusar de sua utilização,
tornando sua ingestão um hábito indiscriminado.
A água pode ser fluidificada para uso geral ou para determinado enfermo. Isso deve ser
claramente considerado quando mobilizamos a nossa vontade com o objetivo de preparar a água.
Como no último caso a água adquire propriedades específicas para a pessoa que
temos em vista, não deve ser usada por outras pessoas. Para fluidificar a água não
é necessário impor as mãos sobre ela. Muito receptiva aos fluidos espirituais, a água
se torna remédio salutar pela ação da prece em ambientes de silêncio e respeito,
onde há vontade ardente de ajudar o semelhante necessitado. Como o passe, a fluidificação é
uma tarefa executada pelos Espíritos bons com a ajuda dos recursos humanos.
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