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4ª AULA TEÓRICA |
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Os Centros de Força são acumuladores e distribuidores de força espiritual, situados
no Perispírito. Têm centros equivalentes/correspondentes nos Plexos situados no corpo físico.
Os Centros de Força são turbilhões ou vórtices que servem de ligação
e captação das vibrações e dos elementos fluídicos do plano astral, que nos
atinge através da parte astral do nosso corpo que são os Plexos.
No homem comum, os Centros de Força apresentam-se como um círculo de mais ou menos 5 cms.
de diâmetro, quase sem brilho. No homem de vida espiritual elevada, apresenta-se, sempre, como
um vórtice luminoso e fulgente.
Os Centros de Força principais localizam-se no Perispírito em regiões anatômicas
correspondentes as do corpo físico.
"No perispírito possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que
governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da inteligência,
nos círculos de ação em que demoramos, recursos estes, adquiridos vagarosamente
pelo ser, em milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores
da atividade anímica, assim que, segundo a atividade funcional dos órgãos relacionados
a fisiologia terrena, nele identificamos os centros de força".
A base dos trabalhos de passes centram-se no conhecimento desses Centros e na real aplicação
das energias radiantes.
Distribuem, controlam, dosam as energias que o nosso corpo necessita; Regulam, sustentam os sentimentos
e as emoções; Alimentam as células do pensamento; Levam as sensações
do corpo físico para o Espírito; Captam as energias e as influências exteriores.
No processo de irradiação para os passes transmitimos aos outros, pelo mecanismo da nossa
vontade, a carga de força vital que dispomos para doar.
Essa energia ou força vitalizadora que doamos e que é distribuída pelos Centros
de Força vem do Fluido Cósmico Universal. Ao ser absorvido ele é metabolizado
pelo centro coronário, em fluido espiritual, uma energia vitalizadora, imprescindível
para a dinâmica do nosso corpo físico, sentimentos, emoções e pensamentos.
Após a metabolização essa energia circula pelos outros Centros de Força e
é canalizada através da rede nervosa para todo o organismo com maior ou menor intensidade
de acordo com o estado emocional da criatura, porque eles estão subordinados às impulsões
da mente.
Plexos
Plexo, derivado do latim, "plessus", quer dizer enlaçamento. Entrelaçamento de
muitas ramificações de nervos ou filetes musculares, vasculares. O Sistema Nervoso é
complexo e permeia todo o corpo físico denso em verdadeiro cipoal de linhas, pois as células
se tocam, uma na outra, pelos dendritos, e os nervos formam "cordões".
No entanto, em certos pontos do corpo as células nervosas foram uma espécie de rede compacta,
entrecruzando-se abundantemente, em conglomerados complexos e emaranhados, que parecem nós de uma linha
embaraçada. A medicina chama a esses pontos plexos nervosos. Existem bastante no corpo, mas alguns são
considerados de maior importância, pela localização e pelo trabalho que realizam.
A localização dos Centros de Força no perispírito corresponde à dos plexos
no corpo físico. Os Centros de Força e os plexos vibram em sintonia uns com os outros ao poder da mente, que os dirige.
Os Centros de Força se conjugam nas ramificações dos plexos. André Luiz nomeia
os Centros de Força, da seguinte forma:
Plexo (corpo físico) Localização CF (Perispírito).
Iniciaremos nossas explicações pelos Centros de Força localizados na parte inferior do corpo:
Genésico
Este centro quando usado apenas para satisfação dos desejos inferiores, pode tornar-se
fator de desequilíbrio; quando usado com sabedoria e dignidade, para o amor, representa a energia
fundamental da vida. Fisicamente, corresponde ao Plexo Sacro, com seis pares de nervos sagrados, de onde
sai o nervo ciático para as pernas. Regula as atividades ligadas ao sexo e a reprodução.
Relaciona-se com os plexos sacro e lombar.
Responsável pelos órgãos reprodutores e das emoções daí advindas.
Como nos diz André Luiz, nele se assenta o santuário do sexo. É responsável não
só pela modelagem de novos corpos físicos como pelos estímulos criadores com vistas ao
trabalho, à realização e associação entre as almas. São essas energias
sexuais quando equilibradas que levam os homens a pesquisar no campo da Ciência e da Tecnologia, com vistas a
descobrir remédios, vacinas, inventar aparelhos e máquinas que visem a melhorar a qualidade de vida
dos homens. Essa força, que revigora o sexo, pode ser transformada em vigor mental, alimentando outros Centros
de Força. Leva a pessoa a criar no ramo das artes, da literatura ou a outras atividades no campo cultural.
As pessoas que já conseguem viver em regime de castidade, sem tormento mental, podem canalizar estas energias
para o trabalho em benefício do próximo. Grande número de abusos e desvios sexuais é
causado pelo desequilíbrio desse chackra que levam as pessoas a desregramentos.
Esplênico
Situado na altura do baço. É um dos responsáveis pela vitalização
do organismo, absorvendo intensamente a energia vibratória e distribuindo-a. Regula a circulação
dos elementos vitais cósmicos que após circularem, eliminam-se pelos poros. Ligam-se ao Esplênico,
as entidades que visam sugar a energia vital da criatura e a estes espíritos denominamos de "vampiros",
em um sentido subjetivo mas de resultados objetivos. No corpo físico corresponde ao Plexo lombar, formado pelos
nervos lombares e atingindo os rins. Quando o paciente está sob o domínio de Entidades vampirizadoras,
apresentará repercussão em toda a região lombar, abdominal e, às vezes, genital, com
tremores nas pernas, palidez acentuada e sensação de fraqueza geral. Responsável pelo
funcionamento do baço, pela formação e reposição das defesas orgânicas
através do sangue. É um dos responsáveis pela vitalização do organismo.
Gástrico
Localizado mais ou menos entre o umbigo e o estômago, exprime a emotividade em nível
pessoal e humano. É muito usado pela Humanidade o que o torna um Centro muito perturbado.
Nesse nível são as paixões que influenciam e condicionam os homens e suas
opiniões, decisões e ações.
A nível etérico, se há uma imaturidade quanto ao aspecto emotivo, a energia
cósmica não fluirá em direção ao Centro Cardíaco,
permanecendo bloqueada. No Centro Gástrico operam as ligações, por fio
fluídico, dos Espíritos sofredores e obsessores.
No corpo físico é formado por dois gânglios semibiliares, logo acima do
pâncreas, enerva o estômago, intestinos, fígado, etc... Responsável
pelos aparelhos digestivo e urinário. Responsável pela absorção dos
alimentos.
Relaciona-se com o plexo solar. Neste chacra é que se operam as ligações de
Espíritos sofredores e obsessores nas reuniões mediúnicas.
Cardíaco
Está localizado na altura do coração. Diz respeito ao princípio espiritual
do ser; governa o sistema circulatório. Nas criaturas menos evoluídas deixa-se influenciar
pelas vibrações do Gástrico que transfere ao Centro de Força Cardíaco
as emoções descontroladas e inferiores. No corpo físico está situado na
bifurcação da traquéia, enervando a aorta, a artéria pulmonar, o coração
e o pericárdio. Este Centro e igualmente o Plexo correspondente é largamente usado e comprometido
com as tarefas dos passes; aí, ligam-se, por fio fluídico, os Mentores da Casa e os próprios
Guias dos passistas, quando estes oram para os trabalhos. Controla e regula as emoções.
Comanda os sentimentos. É responsável pelo funcionamento do coração e do sistema
circulatório, presidindo a purificação do sangue nos pulmões e ao envio de
oxigênio a todas as células, por meio do sistema arterial.
É pelo Centro de Força Cardíaco, que se ligam os mentores dos médiuns,
quando estes "incorporam" sobretudo para trabalhos de passes e curas e para todos os que
afetam o sentimento de amor. Este é o chakra que vibra fortemente quando sentimos simpatia,
empatia, amor, piedade ou compaixão por nossos semelhantes.
Ele é também utilizado pelos Espíritos para os efeitos físicos, pois atua
na corrente sangüínea, produzindo maior abundância de plasmas e exteriorizando-os
(ectoplasma) pelos orifícios do corpo do médium (boca, nariz, ouvidos, etc...). Com esse
ectoplasma se formam as materializações.
Laríngeo
Este centro regula as funções da psicofonia e todas as atividades ligadas ao uso da
palavra, principalmente na área mediúnica, devendo ser bem reativado nos médiuns
de psicofonia. No corpo físico possui dois gânglios que suprem a laringe e a base da língua,
ativa os músculos da laringe, e é constritor da faringe e das cordas vocais. A influência do
Plexo correspondente, que podemos chamar Cervical, também, provoca fenômeno bastante comum no médium,
que sente peso na área e ouve, antes de falar, as palavras que vai pronunciar. Domina totalmente o aparelho fonador,
desde os músculos involuntários dos pulmões, para a expulsão controlada do ar a ser utilizado na
fala. Controla os órgãos da respiração, da fala e das atividades do timo, da tiróide e
paratireóides.
É um Centro de Força muito desenvolvido nos grandes cantores e oradores. ele apura
não só a emissão da voz, que se torna agradável e musical, como ainda
das palavras. Neste Centro de Força se liga por fio fluídico os espíritos que
dão mensagens psicofônicas, na chamada incorporação ou psicofonia, quando
o médium reproduz até mesmo, por vezes, a voz do espírito, seu sotaque e, em
alguns casos, a língua original do comunicante, desconhecida pelo médium, no fenômeno
denominado xenoglossia.
A vibração deste Centro de Força, captando ondas mais elevadas, presta-se a
ligar-se aos mentores guias, que o utilizam com freqüência, na psicofonia.
Controla, também, o chamado "passe de sopro", fornecendo energia ao ar expelido
pelos pulmões do médium.
Frontal
É responsável pela vidência e audiência, no plano astral. E é, ainda,
responsável pela integração, síntese, clareza de raciocínio e pela
percepção intelectual. No corpo físico é formado por 3 pares de gânglios
intra-cranianos, no trajeto dos trigêmeos. Ele tem grande atividade na recepção
mediúnica quando impressionado pelo Centro de Força Frontal. É também chamado
de Plexo Craniano. Tem ligação direta com a hipófise, sensibilizando toda a região
otorrino-oftalmológica, despertando odores e estimulando outras glândulas endócrinas
que aumentam a produção hormonal. A principal função deste Centro é
desenvolver no homem o ser interior, a intelectualidade e a evolução espiritual. Tem grande
influência sobre os demais. Relaciona-se materialmente com os lobos frontais do cérebro.
Trabalha em movimentos sincrônicos e de sintonia com o Centro Coronário, do qual recolhe os
estímulos mentais, transmitindo impulsos e anseios, ordens e sugestões aos órgãos
e tecidos, células e implementos do corpo por que se expressa.
É responsável pelo funcionamento dos Centros de Inteligência. Comanda os 05 (cinco) sentidos:
Coronário
Situado no alto da cabeça, na direção da glândula pineal. Não tem
correspondente em nenhum Plexo nervoso, no corpo físico. É o grande receptor e distribuidor
das energias espirituais. Através do Coronário as energias espirituais atingem todos os Centros,
e, por outro lado, as energias emanadas dos outros Centros o atingem diretamente. Ele é, então,
captador e doador.
"(...) por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o Centro
coronário, que na Terra, é considerado pelo filosofia hindu como sendo o lótus de
mil pétalas, pode ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações,
de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. Este
Centro recebe em primeiro lugar os estímulos do espírito, comandando os demais, vibrando todavia
com ele em justo regime de interdependência. Dele emanam as energias de sustentação do
sistema nervoso sendo o responsável pela alimentação das células do pensamento e o
provedor de todos os recursos eletromagnéticos indispensáveis à estabilidade orgânica.
É, por isso, o grande assimilador das energias solares e dos raios da Espiritualidade Superior capazes de
favorecer a sublimação da alma."
Relaciona-se materialmente com a epífise ou glândula pineal. Está instalado na
região central do cérebro.
A auréola dos santos, retratada por muitos artistas, representa a irradiação
luminosa do centro coronário.
A Epífise
As funções só organismo animal são reguladas por dois sistemas
principais: o nervoso e o hormonal ou endócrino.
Este é constituído por várias glândulas que segregam hormônios, que
significam estímulo. Os hormônios são lançados na circulação
sangüínea, sendo transportados para as diferentes partes do organismo.
As glândulas endócrinas são: pâncreas, paratireóides, epífise
ou pineal, pituitária ou hipófise, tireóide, renais ou supra-renais e sexuais
(ovários e testículos).
A epífise, glândula de forma piriforme, é um corpo ovóide, com as dimensões
de uma ervilha mediana e repousa sobre o teto mesencefálico.
"Descartes considerava a glândula pineal a sede da Alma".
(Anatomia e Fisiologia Humanas, de A. Almeida Júnior; Editora Nacional,
8a parte, cap. 40)
"A anatomia comparada viu nela apenas um órgão em regressão: o olho pineal."
Em "Missionários da Luz", cap. 2, André Luiz observa que no médium, em
serviço mediúnico, essa glândula transforma-se em núcleo radiante, e, em
derredor, seus raios formam um lótus de pétalas sublimes.
Relembra que, segundo os "orientadores clássicos terrestres", as funções
da epífise circunscreviam-se ao controle sexual, no período infantil, velador dos instintos
até uma certa idade, em que a atividade sexual pudesse deslizar com regularidade. Aí,
decrescia em força, relaxava-se, quase desaparecia, para que as glândulas genitais a sucedessem
no campo da energia plena. Diz ainda: "Não se trata de órgão morto. É a glândula
da vida mental. Ela acorda no organismo do homem, na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a
funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre".
"Enquanto no período do desenvolvimento infantil, fase de reajustamento desse centro importante do corpo perispiritual preexistente, a
epífise parecer constituir o freio às manifestações do sexo; entretanto, há que retificar observações.
Aos quatorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça
a funcionar no homem reencarnado. O que representa controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pineal reajusta-se ao
conceito orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à
recapitulação da sexualidade; examina o inventário de suas paixões vividas noutras épocas, as quais reaparecem sob fortes
impulsos."
Continua André Luiz: "A glândula pineal preside os fenômenos nervosos da emotividade, como órgão de elevada expressão
no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na seqüência
de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida". (Corpo etéreo, igual Perispírito).
As glândulas genitais são "demasiadamente mecânicas, para guardarem os princípios sutis e quase imponderáveis da geração.
Acham-se absolutamente controladas pelo potencial magnético de que a epífise é a fonte fundamental".
As glândulas segregam os hormônios do sexo, mas a pineal segrega "hormônios psíquicos" ou "unidades-força"
que vão atuar, de maneira positiva, nas energias geradoras. "Os cromossomos da bolsa seminal não lhe escapam à influenciação
absoluta e determinada".
Prossegue André Luiz: "Segregando delicadas energias psíquicas, a glândula pineal conserva ascendência em todo o sistema endócrino.
Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, comanda as forças subconscientes sob a determinação
direta da vontade. As redes nervosas constituem-lhe os fios telegráficos para ordens imediatas a todos os departamentos celulares, e sob sua direção
efetuam-se os suprimentos de energias psíquicas a todos os armazéns autônomos dos órgãos".
"De modo geral, todos nós, agora ou no pretérito, viciamos esse foco sagrado de forças criadoras, transformando-o num ímã,
relaxado, entre as sensações inferiores de natureza animal..."...do que "decorrem os dolorosos fenômenos da hereditariedade fisiológica,
que deveria constituir, invariavelmente de aquisições abençoadas e puras". Daí, a necessidade de regras morais.
"Renúncia, abnegação, continência sexual e disciplina emotiva não representam meros preceitos de feição
religiosa. São providências de teor científico, para enriquecimento efetivo da personalidade".
Na morte física não adianta exibir gestos e palavras convencionais, se o homem não cogitou da reforma íntima. Sentimentos profundos,
no instante extremo, cooperam, decisivamente, nas atividades de regeneração, mas não representam a realização precisa.
"Receber um corpo, nas concessões do reencarnacionismo, não é ganhar um barco para nova aventura, ao acaso das circunstâncias;
significa responsabilidade definida nos serviços de aprendizagem, elevação ou reparação, nos esforços evolutivos ou
redentores", conclui André Luiz.
Os materialistas colocam o esporte, em todas as suas modalidades, como terapia para canalização das forças nervosas (secreções elétricas da epífise),
contra os possíveis perigos de sua excessiva acumulação, no sentido de preservar a juventude, a plástica e a eugenia.
Tal prática pode ser, no máximo, leve atenuante, mas não socorro definitivo.
O único esporte completo, servindo como cura definitiva para os excessos no campo sexual, é a educação cristã.
Jesus ensinou: "A virtude como esporte da alma".
No campo mediúnico, a epífise impulsiona e intensifica o poder de emissão e recepção, de acordo com nossa esfera espiritual - Lei da Sintonia.
Fechando o Conceito
O fato de o corpo físico constituir o reflexo do corpo espiritual, vem, por sua vez, retratar em si o corpo mental que lhe preside a formação.
O corpo mental, como explica André Luiz em "Evolução em Dois Mundos", "é o envoltório sutil da mente",
que não pode ser mais bem definido" por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre".
Do ponto de vista de sua constituição e função, o Perispírito é o veículo, por excelência, para o trabalho
nas esfera espiritual, após a morte, "com sua estrutura eletromagnética algo modificada no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos,
de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja".
É nesse santuário vivo, de "formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica,
em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à
feição das partículas calóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se, no espaço, segundo a sua condição
específica, e apresentando estados morfológicos, conforme o campo mental a que se ajustem" (Evolução em Dois Mundos, cap. II),
que a criatura continua a sua jornada evolutiva nos domínios da experiência.
Nesse santuário, o Espírito possui todos o equipamento de recursos automáticos que governam bilhões de entidades microscópicas
a serviço da Inteligência, nos círculos de ação, como recursos adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios
de esforços e recapitulação nos diferentes setores da evolução da alma.
O Perispírito rege a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, através dos Centros de Força,
que "são fulcros energéticos, que, sob a direção automática da alma, imprimem nas células e especialização".
(Assistência Espiritual, cap. III, Moacyr Petrone).
No livro "Entre a Terra e o Céu", cap. XX, diz André Luiz que o Psicossoma está intimamente regido por sete Centros de Força,
que se conjugam nas ramificações dos plexos, e, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem um veículo
de células elétricas, como um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado.
O crescimento do influxo mental está na medida da experiência adquirida e arquivada pelo próprio Espírito.
Pensamentos viciados implicam em desarmonia nos Centros de Força e, conseqüentemente, no corpo físico.
Ainda no livro "Entre a Terra e o Céu," cap. XX, André Luiz sugere que se faça a análise da fisiologia do Perispírito,
classificando os seus Centros de Força e aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre.
Em "Evolução em Dois Mundos", cap. II, André Luiz complementa: "o ponto de interação entre as forças
determinantes do Espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Desse ponto, parte a corrente de energia vitalizante formada de
estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os
reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes
reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios efeitos agradáveis
ou não de nossa influência e conduta. A mente elabora as criações que lhe fluem da vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o
centro coronário incumbe-se, automaticamente, de fixar a natureza da responsabilidade que lhe diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências
felizes ou não de sua movimentação consciencial".
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