Artigo Julho 2002. |
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A CIÊNCIA ENCONTRARÁ O ESPÍRITO
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O jornal O Globo de 12 de agosto de 2001 estampou uma entrevista de página inteira com o bioquímico greco-cipriota Panos Zavos, de 57 anos, naturalizado americano,
ele que é um dos responsáveis pela experiência científica que suscita a maior polêmica dos últimos tempos: a clonagem humana. Ele garante
que pode realizar a clonagem com 80% ou mais de segurança. Garantiu que casais brasileiros participarão da etapa inicial da pesquisa e que vai provocar uma revolução,
naturalmente não só nos meios científicos, mas também na opinião mundial. O cientista é especialista em infertilidade masculina.
Ora, não somos ingênuos, sabemos que estamos diante de um cientista com especialidade na questão da clonagem, mas somos perfeitamente capazes de identificá-lo como mais
um cientista materialista opinando, cheio de empáfia, que imitará Deus, igualar-se-á a Ele, mesmo o fazendo de forma inconsciente. Como se percebe, claramente, ele trabalha suas
pesquisas encima do aspeto estritamente material da clonagem. E é por isso que vai se machucar, com certeza, porque até prova em contrário, a reencarnação é
um princípio doutrinário dentro da área restrita da Espiritualidade Superior. Ficaríamos mal, numa posição bem desconfortável, caso o cientista em questão
tiver razão.
Como espíritas e de posse, como estamos, de informações a respeito do processo reencarnatório, caso a ciência lograr a clonagem de seres humanos interferirá nas reencarnações
dos Espíritos e estes chegariam aqui sem nenhuma programação de vida, seriam jogados na correnteza ciclópica da vida na base do "salve-se quem puder". Deus concordaria com isso?
A questão técnica material da clonagem é uma realidade plenamente aceita pelo Espiritismo, porque Emmanuel, em o livro O Consolador, perguntas 35, 36 e 37, já admitiu, tacitamente, a interferência
do homem no processo genético. Na questão 35 Ele observa que "As leis da genética encontram-se presididas por numerosos agentes psíquicos que a ciência da terra está longe de formular dentro
de seus postulados materialistas". Logo adiante adita que os geneticistas, entre eles podemos agora incluir Panos Zavos, irão encontrar incógnitas inesperadas que deslocarão o centro de suas anteriores ilações.
Cremos que o Venerando Espírito estava já antecipando, naquela época, 1940 mais ou menos, que por este caminho a ciência materialista deparar-se-á com o Espírito, condutor inteligente da formação
do corpo físico. Na 36, Emmanuel salienta que a genética irá melhorar o homem, fisicamente falando, e acentua que tal fato já ocorre, continuadamente, nos seus processos de seleção natural. Nesse sentido a genética
somente copiará o trabalho da própria natureza. Isto é notório, bastando que olhemos para trás e verifiquemos como era o homem das cavernas. A ciência, prossegue Emmanuel, poderá criar um vasto serviço
de melhoramento e regeneração do homem espiritual no mundo caso estude os elevados princípios que objetivam a iluminação das almas humanas. E é na 37 que o Mentor destaca o mais importante aspecto da questão:
as combinações da gênese não podem imprimir no homem faculdades ou vocações, que é justamente a meta ambicionada pela ciência materialista do senhor Panos Zavos. Diz Emmanuel que alguns cientistas proclamam
essas possibilidades, esquecidos de que vocação ou faculdade são atributos do Espírito, da individualidade espiritual, inacessível às observações dos cientistas materialistas. As experiências deles não
passarão da zona superficial já que temos para analisar as provações ou a posição evolutiva dos Espíritos reencarnados.
Pudessem os cientistas materialistas "reencarnar espíritos", nós espíritas, seríamos forçados a abrir mão, postergar tudo quanto sabemos a respeito do processo reencarnatório. Seria o caos.
Reencarnação e clonagem humana têm, forçosamente, que caminhar juntas. Cientistas de "lá", os Técnicos em Reencarnação e os cientistas daqui estabeleceriam, através da mediunidade, todos os detalhes para o
renascimento dos Espíritos na carne. Sem isso é admitir a subordinação dos Planos Divinos ao talante do orgulho, vaidade, ambição e egoísmo dos cientistas materialistas reencarnados. Idéia absurda, inviável. A ordem
e direção partiram, partem e sempre partirão de "lá" para cá, não o contrário.
Imaginemos a cena: o Plano Espiritual, em obediência à Lei Divina, providencia a reencarnação de um espírito que precisa chegar aqui portando deficiências físicas porque, inclusive, as matrizes degenerativas se acham no corpo espiritual do reencarnante.
Os pais, naturalmente, não irão aceitar um filho assim. E aí, como ficam os cientistas daqui? Falarão, explicarão as razões para que esse espírito nasça com tais deficiências? Imporão a sua vontade ou se sujeitarão às
determinações dos cientistas de "lá"? Problema sério este, não?
Somente acreditaremos na possibilidade da clonagem humana acontecer um dia em série e como se tornar um fato natural quanto a Terra já estiver povoada, em sua maioria, por espíritos bastante evoluídos, em condições, pois, de trabalharem em harmonia com o Plano
Espiritual Superior visando a que o processo reencarnatório não sofra solução de continuidade. Até lá só vemos nesta ambição da ciência materialista o desejo de brincar de Deus e uma forma deles se aproximarem da realidade tão
explicitada por nós, os espíritas: somos espíritos e comandamos, automaticamente, a aglutinação das moléculas formadores do corpo físico a ser usado pelo espírito reencarnante.
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