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Retrato de Mãe
Autor Desconhecido
• Artigo Março 2005.

Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um poço de Deus;

Pela consciência de sua dedicação, tem muito de anjo;

Que sendo moça, pensa como anciã;

Sendo velha, age com todas as forças da juventude;

Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida;

Quando sábia, assume a simplicidade das crianças;

Quando pobre, sabe enriquecer–se com a felicidade dos que ama;

Quando rica, empobrece–se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

Quando forte, estremece ao choro de uma criança;

Quando fraca, entretanto, se alteia com a bravura dos leões;

Viva, não lhe sabemos dar valor;

Porque à sua sombra todas as dores se apagam;

Morta, tudo o que somos e o que temos daríamos para vê–la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios;

Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que ensope de lágrimas álbum, porque a vi passar pelo meu caminho.

Quando crescerem vossos filhos, leiam para eles esta página; eles vos cobrirão de beijos a fronte e vos dirão que um pobre viajante, em troca de suntuosa hospedagem recebida aqui, deixou para todos o retrato de sua própria mãe.

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