Cura da desobsessão:
por pancada, por velocidade e por fogo
Aconteceu em Capina Grande com um dirigente de um Centro Espírita, que era médium de cura, inclusive curou várias pessoas, pois possuía um magnetismo extraordinário, chegando até a fundar um Hospital Espírita na mesma cidade.
O Centro Espírita era desprovido de orientação doutrinária, e a palavra do presidente era uma ordem, que todos obedeciam sem comentários.
Chegando o doente ao Centro, ele analisava o paciente, que incorporado recebia a seguinte doutrinação:
— Meu irmão saia do médium ou caso prefira irei "sentar o couro no seu lombo" até a sua melhora.
O médium incorporado recebia uma "lapada" de cinturão até voltar ao normal, quando o presidente o Centro Espírita anunciava:
— Este só atende no couro!
Era a desobsessão por pancada.
A desobsessão por velocidade era mais complicada.
O presidente pegava o médium incorporado, o introduzia no seu opala velho e pegava a estrada de Campinas até Soledade.
"Soltava o pé", 30, 40, 60 100 quilómetros por hora, e ia dizendo ao médium incorporado:
— Ou você vai embora ou chegaremos a 200km/h!
A buraqueira era grande, o médium incorporado era jogado para cima e para baixo, e o presidente doutrinador conversando.
— Sai ou vamos morrer na buraqueira!
Aí o médium sai do transe e o tramento está acabado.
Era a desobsessão por velocidade.
A desobsessão por fogo era copiada da umbanda, só que com mais zoada e mais fumaça.
O médium incorporado ficava no centro de uma estrêla de cinco pontas, e ele ia botando fogo nas pontas da estrêla que já estava preparada com pólvora.
O fogo era intenso e a fumaça envolvia o médium que sai do transe, e o trabalho estava terminado com a desobsessão pelo fogo.
Havia alguns que só desincorporava quando o fogo era aceso de uma só vez.