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Sejam bem-vindos (as) ao nosso grupo para conhecer a nossa trajetória nesses 18 anos de fundação do Lar Espírita Chico Xavier. Tendo em vista a necessidade da população carente da região, onde o Lar Espírita está localizado, em MAIO DE 1986, voluntárias abnegadas iniciaram um trabalho. Primeiramente se dedicaram apenas à confecção de enxovais para distribuírem às gestantes que procuravam uma assistência nesta área. Após quatro anos nesta atividade e fazendo apenas um encontro na data de entrega do enxoval, o grupo foi analisando as diversas situaçães que se apresentavam, e verificou a necessidade de melhorias no atendimento ministrando conhecimentos sobre o Evangelho, gestação e alimentação. Ficou decidido ampliar o atendimento montando um curso durante um período pré–determinado, um dia por semana, culminando com a entrega dos enxovais. Ao reduzirmos para 10 aulas, isto nos proporcionou a oportunidade de atendermos uma quantidade maior de gestantes, e divulgarmos melhor os ensinamentos com relação à reencarnação. Ao longo destes anos, o Grupo vem se aperfeiçoando e tem conseguido atender uma média de 90 gestantes por ano. Durante o curso, abordamos assuntos como:
As pesquisas para a montagem das aulas são baseadas no Evangelho Segundo o Espiritismo, livros espíritas tratando de assuntos como o aborto, apostila da Federação Espírita de Pernambuco, apostilas de enfermagem, orientações da Secretaria de Saúde de Pernambuco, enciclopédias atualizadas sobre os assuntos relacionados à gestação, orientações médicas, internet, etc. Conseguimos montar os enxovais e doar cestas básicas graças a um trabalho em conjunto de doações da comunidade e de arrecadação financeira com a venda de alimentos na Lanchonete "Solidária" que existe no Lar Espírita. Salientamos que acima da ajuda material, prevalece a ajuda espiritual e moral que conseguimos transmitir a todas as gestantes e aos bebês, baseados no Evangelho de Jesus Segundo o Espiritismo. Quando o grupo decidiu ampliar as suas atividades, foi eleita a nossa irmã "MEIMEI" para ser a mentora espiritual, que sempre tem nos amparado, intuído, incentivado cada vez mais a prosseguirmos neste trabalho maravilhoso.
Nos preenche a alma quando observamos que as nossas irmãs carentes desistem de abortos, cuidam melhor dos seus filhos, dão mais amor e carinho, tem mais paciência, lembrando e aplicando todos os ensinamentos no dia–a–dia de cada uma delas. O nosso trabalho é realizado com muito amor, carinho e dedicação! "OBRIGADO MEU DEUS POR ESTE TRABALHO QUE NOS FAZ CRESCER, E NOS TORNA PESSOAS MAIS HUMILDES E CARIDOSAS, LEVANDO A FRENTE O EVANGELHO DO MESTRE JESUS!" A Todos(as) que quiserem nos visitar, nos reunimos às terças–feiras das 13:45 às 16:00 horas. SEJAM BEM VINDOS (AS)! Alguns dados sobre "MEIMEI":
IRMA DE CASTRO nasceu a 22 de outubro de 1922, na cidade de Mateus Leme –- MG, às 7:30 horas da manhã, filha de Adolfo e Mariana de Castro. Seus irmãos chamavam–se Ruth, Danilo, Carmem e Alaide. Era católica, ia a missa regularmente e fazia o terço. Foi crismada num local denominado Olinda, perto de Mateus Leme, tinha 4 anos. Era engraçadinha e chamava a atenção pela maneira de ser. O padre a chamou de Naná, apelido com o qual passou a ser conhecida no círculo familiar. Estudou no grupo escolar e cursou a Escola Normal de Itaúna. Teve infância de menina de família pobre do interior de Minas Gerais. Ela dizia que ensinar era uma nobre profissão; era libertar as consciências das sombras da ignorência; era levar às crianças o amor aos livros e ao estudo. Todavia em virtude da enfermidade, jamais lecionou. Casou-se com Arnaldo Rocha na Igreja de São José, matriz de Belo Horizonte, no dia 10 de junho de 1942. Segundo Arnaldo, era morena clara, cor de jambo, alta, mais ou menos 1,70 m; cabelos pretos (como as asas da graúna), lindos, sedosos, ondulados e compridos, batia–lhe abaixo dos ombros; olhos grandes e negros, expressivos, vivazes, inteligentes; pele sedosa, um leve e tênue buço, orelhas pequenas, pescoço heráldico; colo maravilhoso. Era um tipo longuilíneo, cabeça bem feita, o concretizado possuía naturalmente uma pose e um "donaire" maravilhoso. O apelido "MEIMEI" surgiu quando ela e Arnaldo, lendo uma edição da revista "Momentos de Pequim", encontraram referências ao livro de um escritor americano que descrevia uma personagem chamada Meimei. No final da matéria havia um glossário com o significado do termo: "A NOIVA QUERIDA, A BEM AMADA". A expressão "AMOR PURO" que é registrada nas biografias foi criada pela irmã de Meimei, Ruth. O apelido ficou em segundo entre os dois, sendo usado apenas nos seus momentos mais íntimos. Quando ela desencarnou, passou a usá–lo na assinatura de suas psicografias, através do médium Chico Xavier. Foi então que o fato veio a público. Meimei adorava crianças e tinha um forte desejo: o de ser mãe. Desejo não só porque o casamento, aos 22 anos de idade durou pouco tempo, como também pelo agravamento da moléstia de que era portadora. Seu casamento com Arnaldo foi um lindo sonho de amor. Toda criança que passava por Meimei recebia o cumprimento: "Deus te abençoe!". Ela tinha um filho imaginário. Quando Arnaldo chegava do trabalho e sentava a seu lado, ela dizia: — "Meu bem, você está sentado em cima de meu principezinho". Logo após o casamento, apresentou problemas nas amígdalas, coisa que lhe era peculiar na infância. Possuía a região glútea toda marcada por injeções. Ao ser operada, por infelicidade, ficou um pedaço da amígdala. Isto foi o que desencadeou todo o drama. Seu organismo passou a ser minado pela infecção. Todo o tratamento fora inútil. Vieram perturbações hipertensivas arterial e craniana. A partir de julho de 1942 até sua desencarnação na madrugada de 1.º de outubro de 1946, ficava dia e noite em quarto escuro, pois sofria muito com o estado hipertensivo de deslocamento das pupilas, cristalino e perdendo a visão pouco a pouco. Com o tempo, tinha apenas a visão lateral. Nos dias que precederam a sua desencarnação estava completamente cega. RELATO DE ARNALDO
Meimei pedia–me que se aproximasse bem junto de si para com as mãos "enxergar–me". Tinha muita resignação, humildade e paciência. Dizia–me: — "Ora, meu querido, eu sei que você não acredita, diz que isto é coisa de doido, porém eu vou para um lindo lugar. Toda noite vovózinha vem conversar comigo, dizendo–me que Deus é muito bom; tenho até orado em sua companhia, (isto em 29 e 30 de setembro). Ela prometeu–me que eu irei reencontrar expressões de muita ternura e carinho no lugar para onde vai levar–me". Imagine você que ela prometeu–me encontrar–se com os seus filhinhos, todos que não puderam nascer. Eu achava que ela não estava regulando bem da cabeça. Uma das conseqüências da moléstia caso não se desligasse, era de que a pressão intra–craniana leva–la–ia a loucura. Foram três longos e dolorosos meses de sofrimento, angústias e decepções. Na noite de 30 de setembro de 1946, quando cheguei do trabalho, ao vê–la toda bonita e perfumada perguntei–lhe: — "Ó coisinha linda, vamos às abluções?" — "Hoje, Sr. Duque, a D.ª Pilarzinha (outro apelido de Meimei) resolveu esperá–lo toda enfeitada e bonita, pela alba eu irei viajar. Irei visitar o nosso país. Vovózinha disse–me que, pela madrugada virá buscar–me." Achei estranho, porém brinquei: — "Eta menininha de imaginação fértil e brincalhona." Mal sabia eu que seria despertado por volta das 2 da madrugada com um roncar horrível – dormíamos em camas separadas a conselho médico. Já a encontrei sentada na cama tentando falar e soltando golfadas imensas de sangue. (seus pulmões não agüentaram a pressão metabólica das trocas e arrebentaram). Emitia sangue pela boca como se fossem catadupas, foi horrível e doloroso e durou talvez uns 30 minutos. Acendi a luz, amparei–a e sai correndo para telefonar ao Dr. Paulo; quando voltei ao quarto encontrei Meimei sozinha; sua mãe não agüentou ver o doloroso quadro... Segurei–lhe as mãos... Beijeiãlhe o rosto, a boca. Ela olhou–me em toda aquela aflição e sofrimento, com um profundo amor, fechou os olhos e "finitum est". Ela foi enterrada no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. O local... Não sei dizer. dados desconhecidos da vida de meimei Meimei tinha acabado de se casar na Igreja São José em Belo Horizonte, quando na porta apareceu um mendigo, maltrapilho, sujo, cheirando mal. Aproximando–se dela pediu: — "Moça, me d´ uma esmola"... Arnaldo Rocha, o marido, puxou delicadamente e disse: — "Mas agora? Nós estamos terminando de nos casar!". Meimei porém, aproximou–se do mendigo e explicou: — "Moço, eu nada tenho no momento. Nem bolsa eu tenho. A única coisa que lhe posso dar é um beijo. Abraçou–o e o beijou e deu–lhe o seu buquê de noiva. Seus olhos ficaram marejados de lágrimas.... primeira mensagem de meimei ao marido Foi através de Chico Xavier em psicofonia sonambúlica: — "Olha, meu querido "Meimei–Sozinho", se Deus permitir–me, quem sabe, um dia poderei ter uma casucha em algum lugar parecido com o Nosso Lar, para aguardar você e aqueles que o Senhor trouxer para nossa companhia." (querido Sozinho era como Meimei chamava o marido, depois da enfermidade). sobre o trabalho de meimei na espiritualidade Meimei fala–nos do carinho dos bondosos amigos espirituais: Dr. Corélio, André, e de uma avó, Dª. Mariana; fala–nos de suas tarefas junto a infância. Procure o livro do amado André Luiz "Entre a Terra e o Céu" – capítulo 9 (No Lar da Bênção) e 10 (Preciosa Conversação) e você ficará inteirado a respeito de seus afazeres. André Luiz modificou seu nome de Meimei para BLANDINA, quando do seu regresso para a pátria espiritual. Mas, além de cuidar de crianças, existem também enfermos, encarnados e desencarnados, aos quais se dedica amorosamente, sob a orientação de Frei Pedro de Alcântara – o Quinto Varro – é o irmão Corvino em Ave Cristo. Já há mais de 10 anos Meimei vem se dedicando às tarefas de amparo, assistência e auxílio, tanto aos espíritos no além, quanto aos encarnados, com tanto amor, desvelo, carinho e dedicação, que aprouve aos Benfeitores Espirituais conceder–lhe maiores faixas de responsabilidades em outros setores. palavras de emmanuel sobre a obra literária de meimei "As criações de Meimei, em torno das mais variadas experiências humanas, sempre nos suscitam a idéia de que a nossa querida irmã, simbolicamente possui o coração em forma de harpas, em cujas cordas ela compõe formosas e sábias lições, reais melodias em prosa, nas quais somos impulsionados para as Esferas Superiores da Vida." informação de chico xavier "Meimei, com sua avózinha, habita, juntamente com 80 crianças um pequeno castelo no Mundo Espiritual." Meimei – espírito altamente amoroso e culto, que se tem dedicado mais particularmente a assistência à infância, manifesta–se quase sempre, inundando o ambiente em suave e delicioso aroma de flores, mais particularmente rosas. IRMA CASTRO – nome de Meimei enquanto encarnada. BLANDINA – nome de Meimei em "Ave Cristo" e "Entre a Terra e o Céu". FREI PEDRO DE ALCÂNTARA – o Quinto Varro – é o irmão Corvino. Casados – dois anos, quatro meses e dez dias. Período de namoro e casamento – sete anos. bibliografia Livro: "MEIMEI – VIDA E MENSAGEM" de Arnaldo Rocha, Alberto de Souza Rocha, Wallace Leal V. Rodrigues. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Editora O Clarim. Confraternização do Grupo de Gestantes "MEIMEI" Confraternização e entrega dos enxovais no salão de reuniões doutrinárias, aonde aparecem as gestantes assistidas. Confraternização e entrega dos enxovais na Praça Divaldo Franco, aonde aparecem gestantes e voluntárias. Confraternização e entrega dos enxovais no salão de reuniões doutrinárias, aonde aparecem algumas gestantes que já tinham "dado à luz." Confraternização e entrega dos enxovais no salão de reuniões doutrinárias, aonde aparece a Sr.ª Vera Cohim, dirigente do Lar. Confraternização e entrega dos enxovais no salão de reuniões doutrinárias, aonde aparecem algumas voluntárias do Grupo.
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