A Evolução do Lar Espírita Chico Xavier.
 

O Lar Espírita Chico Xavier estava construído. A inauguração foi um sucesso, com a presença de umas 2.000 pessoas que superlotaram as nossas instalações para ouvir Divaldo Pereira Franco, que em momento iluminado fez uma palestra memorável, que guardamos gravada em vídeo, com toda a inauguração, para manter a memória viva dos abençoados dias, os primeiros da nossa Instituição.


No dia seguinte à inauguração, fomos efetuar as arrumações necessárias, já que ainda não tínhamos contratado empregados e na pérgula que ficava à beira mar, acompanhando o entardecer admirei a obra que era bela, cheia de vida e perguntei ao mar. "E agora companheiro, somos vizinhos, iremos até o dia que Deus permitir ouvir a sua música, trazida pelas suas ondas e pelo vento suave que sempre absorve de você a brisa que nos toca com suavidade". Necessito da sua ajuda.


O que fazer agora?


Envolveu-NOS a certeza de que a obra encetada estaria sendo conduzida pelos Espíritos amigos e que nunca estaríamos sós.


Planejamos os Estatutos e elegemos o Conselho Deliberativo com seus suplentes, que elegeram a Diretoria Executiva. As atas foram registradas em livro próprio e o Conselho e a Diretoria Executiva tomaram posse.


Contratamos um vigia e mais cinco empregados e abrimos as portas para o público, depois que os Espíritos amados nos aconselharam, sobre os dias das reuniões públicas – Quinta-feira e Domingo.


Primeira Reunião, medo, insegurança, auditório para 120 pessoas lotado. Que pavor, que medo.


O expositor foi o querido companheiro, de quem guardamos uma dívida de gratidão no fundo do coração. João Batista Campos falou em brilhante narrativa sobre a vida de Joana D’Arc. A maioria dos freqüentadores questionava sobre a aplicação de passes. A cabine de passes estava pronta, no entanto os passistas não estavam preparados. Deixamos para a reunião seguinte quando o nosso amigo Bernardino e D. Josefa, assumiram a tarefa.


Com o passar do tempo, foram chegando mais passistas, Vera, D. Helena e D. Maria José e tantos outros que foram suprindo as nossas necessidades.


Aí começaram a chegar meninos e meninas, os filhos que adotamos. Num período de dois anos da inauguração já contávamos com 28 filhos, alcançando a cifra de 34 no dia 28/07/1991, quando encerramos o recebimento de crianças, por motivos óbvios. O Gabinete médico e dentário Dr. Bezerra de Menezes, na primeira semana já estava em plena forma, atendendo a muitos que nos procuravam.


A distribuição de sopa e pães já atingia, nas primeiras semanas o montante de 200 crianças e 300 adultos, o aumento foi geométrico e continuamos a produzir sopas e refeições.


Roupas e remédios eram distribuídos desde os primeiros momentos e as informações doutrinárias eram levados a todos os necessitados.


A Livraria Irmã Amélia e a Biblioteca Joana de Angelis já funcionaram desde o primeiro dia, sendo assumida pela querida amiga Sra. Marluce, que com o tempo foi recebendo ajudantes, Sr. Edir, D. Ada e D. Helena.


Um dia, surgiu um questionamento: E as reuniões mediúnicas? As desobsessivas? Nós não sabíamos nada dessas reuniões, por não termos participado de nenhuma, já que na Casa dos Espíritas, onde iniciamos, não eram praticados reuniões desse tipo.


Como Vera era médium, após ler as instruções da FEB, tomei a decisão, e logo após uns trinta dias de funcionamento da Casa, iniciamos a Reunião Mediúnica, eu doutrinando e Vera incorporando. Foi uma beleza e eu gostei tanto que queria fazer reunião mediúnica todos os dias, o que não foi possível, por ter recebido orientações do Venerando Espírito Miguel Vives e Vives e da nossa irmã Maria, que aos poucos foram nos ilustrando e nos incentivando a convidar alguns companheiros para a abençoada prática da mediunidade. Foram muitos, foram muitas experiências, muitos aprendizados, muitas mensagens, algumas perdidas porém a maioria guardada com muito carinho.


Não foi fácil, no entanto a disciplina e a ajuda dos companheiros e dos Espíritos, nos adestraram e após 15 anos, temos certeza de que alcançamos o que os Espíritos iluminados e queridos esperavam de nós.


Logo depois, iniciamos as reuniões desobsessivas, atendimento fraterno, cursos de passe, estudo da mediunidade, estudo do Livro dos Espíritos, Estudo do Livro dos Médiuns e das outras obras kardequianas bem como implantamos o Estudo do Esde, de grupos voltados para a caridade – Gestantes, velhinhas, mocidade, evangelização da criança, caravanas etc. Com o tempo cada grupo foi se definindo e tomando o nome de abnegados companheiros. Irmã Memei, Grupo Uir de Jesus Almeida, Livraria Irmã Amélia e Biblioteca Joana de Angelis.


Enfim a Casa estava funcionando em pleno apogeu, abrangendo todos os trabalhos que a Doutrina nos aconselha abraçar. Abraçamos e somos felizes por vivenciar que os objetivos estavam sendo alcançados.


Centro Espírita não para, quanto mais se trabalha, mais chega e mais espaços são exigidos. Partimos para a primeira ampliação quando completamos dez anos. A casa, como dizem inchou.


Iniciamos novas construções e os comentários estão na página atualidade. Acompanhemos...


 

 

   

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