Leia o que nos dizem os Espíritos:

• Novembro 1999.
 

Sede Retos

 
 

Escutamos ainda, pela voz da memória, a narrativa desses mundos que Deus, em sua infinita sabedoria e criatividade, gerou para todos.

Sentimo-nos pequeninos diante da magnitude da obra de Deus e, todavia, somos, nós mesmos, Sua mais bela criação.

O homem é como uma Via Láctea de estrelas, na composição de seu corpo, nos milhões e milhões de células que se agregam em sua formação, no sangue que estua, revitalizando-o, no pensamento fulgurante, no mecanismo perfeito da visão.

Deus criou o Espírito simples, mas destinado à perfeição, animando um corpo que é uma das manifestações mais perfeitas da obra do Criador.

Todavia, o homem, este homem que apregoa que nada se repete no universo, que tudo se renova, repete em si mesmo os erros milenares do passado. Continua afeiçoado à mentira, à vaidade, ao egoísmo, ao orgulho, à hipocrisia.

Queridos e amados filhos, renovai-vos nesta área, eliminai de vós esse ranço antigo, revitalizai as células morais já tão desgastadas.

Quando enceta seu périplo na carne, o homem parece vestir também, como quem veste um manto, todas as covardias morais e segue pela vida a fora, contradizendo-se, mentindo, caluniando, falseando, escondendo. Consegue ser hipócrita até na área religiosa, esta, provavelmente, a mais séria das hipocrisias.

O religioso hipócrita é aquele que, assomando às tributas, aos altares, aos púlpitos, bate no peito e apregoa a perfeição moral, as virtudes celestes. Mas, sequer, pode olhar para dentro de si mesmo, para o charco onde refocilam as suas mutilações morais.

Por que tem de ser assim?

Por que o homem que se diz religioso não constrói uma coerência entre aquilo que prega e aquilo que pratica?

Por que essa viciação milenar atravessa os tempos e permanece no homem da mesma forma?

Por que o homem encastela-se no mal e dele parece não querer sair?

Aqueles que se dizem religiosos são os mais frágeis nessa área. Ficam a falar no Evangelho, a falar em Jesus e na beleza dos Seus ensinamentos e, entretanto, a horas mortas, no encontro consigo mesmo, desvenda-se um mundo tenebroso, onde perecem moralmente.

Meus bem amados filhos, quando vos dizemos perseverai no bem, melhor diríamos promovei o bem em vós próprios.

É bela a caridade praticada para com nosso próximo que sofre. Por que então não a praticais em relação a vós mesmos?

Praticai a caridade convosco! Erradicai os vícios, o pensamento vicioso e ladino que se instala freqüentemente em vossa mente.

Amados, percorrei outras sendas, procurai outro caminho, alvejados que somos e que estamos pela luz divina do Cristo.

Repensemos as nossas atitudes, evitemos as mentiras desnecessárias e tolas. Recusemos as atitudes infantis de negação da verdade e afrontemos, intimoratos, as conseqüências dos nossas ações.

Sede retos, diz-nos Jesus. Sede retos, humildemente repetimos.

Que a paz de Jesus esteja convosco, hoje, amanhã e sempre.

Miguel Vive y Vives

 

Mensagem recebida em reunião mediúnica do Lar Espírita Chico Xavier, no dia 19/07/1999, pelo médium Vera Cohim.

Texto revisado pelo Prof. Humberto Vasconcelos da Fraternidade Espírita Francisco Peixoto Lins (Peixotinho).

Autorizada a reprodução de toda a mensagem ou parte dela.