Leia o que nos dizem os Espíritos:

• Janeiro 2000.
 

Apreciações

 
 

Analisando o papel da Igreja Católica ao longo dos séculos, chegamos à conclusão de que estivemos submetidos a um jugo crudelíssimo, que desviou de nós a capacidade de ajuizar as informaçções retidas de maneira arbitrária pelo clero e, também, impediu que se fizessem ouvir as opiniões de homens sábios. Sobre estes homens era aposto o anátema, quando não a perda da vida durante o período negro da Inquisição.

A Igreja Católica principia a deturpar o Cristianismo quando introduz em seu seio o misticismo greco–romano e de outras nações idólatras.

Na concepção da Santíssima Trindade, vemos claramente essas alterações, oriundas das trindades convencionais já existentes nas civilizações da Pérsia, Egito e outros, adulterando o cristianismo nascente.

Todavia, o nosso julgamento não deve exceder a compreensão histórica do papel do Catolicismo, uma vez que sabemos ter sido ele necessário para pôr freio e cobro aos excessos da humanidade asselvajada da época.

Quando sugerimos a leitura de Obras Póstumas, foi para que observássemos como estamos fazendo agora, a análise sensata e sóbria que o senhor Kardec faz sobre alguns dos mais importantes pontos da Doutrina Espírita, aqueles pelos quais ela é mais atacada e pouco compreendida pelos próprios espíritas.

Negamos a divindade de Jesus, aceitando–O como irmão nosso, porém não como Deus.

O senhor Kardec, em sua exposição, que continuará pelos capítulos seguintes, vai desmistificando tal dogma e outros e nos provando porque abraçamos com tanta convicção os postulados do Espiritismo.

Os homens têm produzido muita confusão no que concerne a Jesus.

Tomemos como exemplo a cena, narrada nos Evangelhos, da tentação de Jesus. Podeis conceber que um ser da magnitude dEle pudesse ser levado ao alto de um monte por um demônio, aliás o demônio, e ali ser seduzido ou tentado, como se fosse um qualquer? De onde vem tal relato? Não estava Jesus sozinho naquele momento? Quem relatou esta passagem aos evangelistas? E como podemos aceitar tal poder em um Espírito equivocado, diante da grandeza moral do Mestre? Que Espírito teria tanta ou mais força moral que Ele para levá–Lo e, mostrando–Lhe os poderes do mundo, intentar seduzi–Lo?

Estas interpolações levaram a figura do demônio ou satanás a uma posição de divindade demoníaca, tão poderosa quanto Deus, assim nos quiseram fazer entender.

A humanidade, contudo, esperava, paciente, a chegada do consolador prometido, a chegada do Espiritismo, que veio nos trazer a apreciação dos fatos evangélicos, à luz da razão e da lógica.

Nunca é demais a proposta do estudo. Todas as Entidades benevolentes enfatizam esta necessidade, a fim de que deixemos de ser criaturas inscientes e conquistemos a consciência da nossa origem e da nossa fé.

A fé raciocinada é o que nos convém, é a que se apresenta aos espíritas: centrada na razão, embasada pela lógica, sedimentada pelo estudo, sem a adulteração do misticismo.

Queridos e amados filhos, nunca é demais enfatizar que o Evangelho é fonte inexcedível de conhecimento! Devemos porém, estar advertidos de que alterações e distorções, promovidos pela ação malevolente de uns e por defeitos provenientes de traduções sucessivas, podem comprometer a história original. Pensemos assim, analisemos desta forma o texto do Evangelho, para que dele resulte a compreensão de que Jesus foi o ser mais perfeito que Deus enviou à humanidade sofredora.

Dentro deste pensamento roguemos a Ele por todos nós, suplicando–Lhe que olhe para as nossas imperfeições e inferioridades e nos cubra com a Sua misericórdia e as Suas bênçãos.

Miguel Vives y Vives

 

Mensagem recebida em reunião mediúnica do Lar Espírita Chico Xavier, no dia 09/06/1997, pelo médium Vera Cohim.

Autorizada a reprodução de toda a mensagem ou parte dela.