Leia o que nos dizem os Espíritos:

• Julho 2002.
 

Compaixão

 
 

Compadece-te dos miseráveis do mundo, envolvidos pelas vibrações perniciosas das entidades infelizes que os acompanham. São merecedores da tua compaixão.

Aproveita os equívocos que eles exibem e apressa-te em corrigir-te.

Aquele, caiu vitimado pela inveja e pela cobiça; este, faliu em decorrência do ciúme e da violência; outro, está em plena decadência moral.

Assim vão sucedendo os painéis lamentáveis do cotidiano dos homens.

E tu? Conheces o mal que agasalhas?

Identificas tuas chagas morais?

Se não o sabes, observa atentamente aprendendo a conhecer-te para eliminar a pestilência que pode surpreender-te.

Se, no entanto, já conheces teus males e ainda não pudeste corrigi-los, apressa-te em fazê-lo.

Possuis os meios que te possibilitam tal realização.

Urge que sejas feliz; Deus não te criou para quedas ou falências, mas para a perfeição.

Cabe a ti as tarefas do aperfeiçoamento e de encontrar a felicidade.

A perfeição pode soar como objetivo longínquo a inibir-te as tentativas, uma vez que te parece magno o empreendimento.

Persevera, contudo.

Faze o trabalho paciente, qual os pequenos seres da natureza. Multiplica tuas incursões na caridade; assume o perdão como norma de conduta; persevera na paciência e na bondade até que se tornem tua segunda natureza, e, acima de tudo, ama!

Mas, ama com tanto vigor e intensidade, que o teu amor pareça o oceano vasto que os olhos não alcançam.

Ama desde as pequenas coisas às grandes, sem acanhamento ou limites!

Abre teu coração ao entendimento das misérias humanas, sem julgá-las ou censurá-las mas, faze-o sempre disposto a dispensar teu auxílio aos que dele necessitem.

Abraça os feridos, compreendendo-lhes as dores; balsamiza-os pelos eflúvios da tua compaixão cristã.

Não julgues, jamais acuses, nem apontes as faltas do próximo, embora nunca te acumplicies com o erro ou com o infrator.

É teu dever, como irmão em Jesus, alertar, aconselhar e amparar. Levantar os caídos e curar os enfermos do corpo e da alma, desde que te possibilitem fazê-lo.

Busca em ti, os mananciais da compaixão e da tolerância, empreendendo o serviço de amparar.

Ninguém cai por querer.

Impulsos antigos, inclinações do passado, inimigos do além e pressões do cotidiano, muitas vezes, levam a criatura ao desatino e ao erro.

Ninguém está imune à queda. Aliás, somos todos egressos dos abismos, onde estivemos caídos por largos anos.

Naturalmente a visão espírita nos conscientiza das responsabilidades. Se te dispões ao auxílio, deves a todos iluminar com as verdades evangélicas.

A Doutrina Espírita te permitiu sair do charco para a montanha, da sombra para a luz, ensejando-te a oportunidade de ajudar os que ainda estão no fundo da ravina.

É de esperança e de alegria a mensagem da Doutrina dos Espíritos!

Não estamos fadados à dor nem ao sofrimento. Eles são os efeitos das nossas ações e os que tomam consciência disso devem alegrar-se por esse despertar.

Ontem, era o nada da irresponsabilidade; ontem, também, era o anonimato da viciação e o embrutecimento da razão.

Hoje, a luz meridiana do Espiritismo é o apogeu, a plenitude da tua integração às leis de Deus.

Rejubila-te, assim, por tuas possibilidades de servir.

Não esqueças jamais disto: Deus te criou para a felicidade, para a alegria, para a saúde integral e para o amor!

Amélia