Leia o que nos dizem os Espíritos:

• Junho 2003.
 

Alegrias Saudáveis

 
 

Amados filhos, muito vos temos falado acerca da dissolução dos costumes, da decadência, do caos reinante no seio da Humanidade. Temos passado, igualmente, a imagem preocupante dos dias futuros, antecipando o desagregamento das células familiares e convocando–vos a uma maior conscientização da vossa posição enquanto espíritas.

Mas, esta noite, vos queremos falar das alegrias santas, a fim de que a imagem pessimista dê lugar a mensagem otimista que vem do Cristo e se solidifica na Doutrina dos Espíritos.

Falemos, pois, das coisas boas que vos cercam, visualizando pelos olhos do coração as mãos caridosas que se estendem a curar feridas e a balsamizar tantas dores.

Com olhos rútilos, observemos aqueles que, abnegadamente, afastam–se por horas a fio, do conforto dos seus lares e vêm trazer a esmola das suas presenças nos trabalhos de caridade.

Existe tanto amor em tantas criaturas anônimas aos olhos do mundo, porém realçadas aos olhos de Deus. São aqueles que procedem como exorta o Evangelho: "dai com a mão direita sem que a esquerda saiba".

São tantos os que se doam, enxugando lágrimas, enquanto escondem as próprias, fazendo sorrir uma criança!

Quanta ternura encontramos naqueles que se dedicam a confecção dos enxovais, tão singelos, para ofertá–los à mães desprovidas de qualquer recurso.

Quantos fluidos benfeitores acompanham o pão e a sopa que é com tanta gentileza e generosidade ofertado aos que chegam famintos.

Quanta ventura, senhor Jesus, nos médicos abnegados que saindo do consultório frio, vêm doar o seu conhecimento, gratuitamente, àqueles que não dispõem de nenhum arrimo para curar o corpo sofredor e carente.

Quanto existe de fraternidade e caridade aos que se entregam ao trabalho com os idosos, acarinhando os cabelos encanecidos enquanto consolam e diminuem–lhes as penúrias.

Mas não poderíamos falar das alegrias santas sem meditarmos um instante sobre aqueles que assomam às tribunas para falar das coisas de Deus, tendo Jesus como exemplo mais perfeito.

Nem tampouco podemos olvidar os que se debruçam sobre os livros, aprendendo para ensinar; dos que pesquisam, dos que escrevem, alimentando o espírito; dos que apontam caminhos nos atendimentos fraternos; dos que se dedicam a elaborar para o pensamento humano idéias nobres e elevadas.

Mas, como falar de coisas santas, e não lembrar daqueles que se dedicam a receber os Espíritos em sua intimidade; espíritos sofredores com todo o peso dos seus fluídos deletérios, e que são tão carinhosamente recebidos. Falemos outro tanto daqueles que esclarecem a estes irmãos nossos, tendo a palavra inspirada para o momento certo.

Quantas alegrias encontramos no seio das famílias que, em torno da mesa simples, abrem o Evangelho oferecendo a palavra de Jesus, o pão da vida, aos seus entes queridos.

Então, amados filhos, ainda são poucos os que assim procedem, mas quão valorosos!

Abençoados sejam os que mourejam na seara divina, encravada no coração do homem.

Trabalhemos, amados filhos meus, trabalhemos com afinco, cultivando a terra do espírito, semeando a boa palavra, distribuindo as boas sementes.

Alegrai–vos, pois, com estas coisas e segui confiantes.

E que as bênçãos de Jesus, Sua paz e Sua força se faça entre vós, hoje e sempre.

Miguel Vives y Vives