Leia o que nos dizem os Espíritos:
• Outubro 2003. |
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Doutrina Espírita |
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A leitura do Evangelho recorda–nos a promessa imorredoura de Jesus quanto ao Consolador. Seus discípulos estavam tristes, sentiam a iminência da Sua partida. É quando Ele lhes diz que é preciso que vá, mas que enviará um consolador para que não fiquem sós, e que este permanecerá por toda a eternidade. A Doutrina Espírita é o Consolador prometido por Jesus, trazendo em seu bojo a confortadora notícia de que existe vida depois da vida; que não morremos, apenas trocamos de estado vibratório, passando de um plano para outro melhor e mais aprimorado, onde viveremos a verdadeira vida, a espiritual. O Espiritismo consola verdadeiramente, mostrando as oportunidades de uma nova encarnação quando, em novo corpo, resgataremos os débitos acumulados por várias encarnações, porque, muitas vezes, um Espírito não tem condições de resgatar suas dívidas da encarnação anterior, reencarna em expiações mais leves até que se ache apto a enfrentar provações mais duras. A misericórdia de Deus não dá um fardo que nós não possamos carregar. A Doutrina Espírita nos traz, ainda, as explicações lógicas para as nossas dúvidas, as respostas para as nossas inquietações intelectuais, mas, sobretudo, ela vem nos consolar, dando–nos o pão da Caridade que é a base onde se apóia. Todas as vezes que estendemos as mãos na aplicação do passe, doando das nossas energias radiantes, estamos praticando a doutrina do amor e da consolação; quando providenciamos o pão, a sopa, as vestes, os remédios para os que estão necessitados estamos sendo realmente espíritas. E quando mergulhamos na parte cientifica e filosófica, estamos aprimorando o nosso Espírito, adestrando e elevando–o, em benefício nosso. A nossa é uma vida de progresso por destinação paternal. Progredir tal é a Lei. E devemos colaborar com a Lei, aprimorando–nos. Somos portadores de muitas enfermidades da alma e em nós jazem adormecidas ou ativas, imperfeições de todo jaez. Nosso perispírito guarda o cadinho das nossas faltas, de maneira que é urgente nos corrigirmos, aproveitando a oportunidade que nos é concedida de iluminar–nos na luz meridiana da Doutrina Espírita. Miguel Vives y Vives |
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