Leia o que nos dizem os Espíritos:
Amados companheiros, que Jesus, o divino Pastor de almas nos abençoe e conforte hoje e sempre.
O obstáculo mais pertinaz ao tratamento da obsessão é a monoidéia, na qual o Espírito se fixa, projetando na mente do obsidiado a idéia semelhante. Sobrepor a esta forma–pensamento alterada a idéia sadia é o dever do doutrinador.
Nesta tentativa nobre em que todos se empenham é preciso entremear o labor saudável e a prática do bem como terapias para o obsidiado, criando, igualmente, na mente do obsessor, um panorama sadio, eliminando a idéia central. Não é tarefa fácil porque, normalmente, o obsessor fixa a mente na última cena que viveu, recriando–a e revivendo–a com cores carregadas de ódio e ressentimento.
A tarefa do doutrinador é colocar a moral cristã, as belezas dos ensinamentos de Jesus, o que deve ser feito gradualmente pois eles têm, de fato, muita dificuldade em assimilar conceitos novos, o mesmo acontecendo com o obsedado. A fixação mental obsedante é igualmente inserida na mente das suas vítimas que têm idéias equivalentes.
Em todo esses episódios não nos deve importar quem tem razão ou quem não tem, importa, isto sim, a enfermidade em que vivem.
O dever do doutrinador é curar esta enfermidade, e é por isso que nesta tarefa há que se revestir de muita paciência, tolerância, compreensão, e de muito amor. O doutrinador, contudo, deve ter uma visão à parte do problema em pauta sem, todavia automatizar–se, participando, sem envolver–se.
A este respeito devemos observar que as criaturas que são tratadas não devem ser para os doutrinadores meros nomes mencionados pelos seus obsessores, sem que os doutrinadores sequer os conheçam.
Devem buscar, isto sim, aprofundarem–se na problemática que as trouxeram à casa em busca de auxílio. De maneira geral, o grupo de trabalho lê a mensagem da consulta, que não é bem uma mensagem esclarecedora, mas que apenas indica o tratamento a seguir, a urgência ou não, e a forma como deve ser feita a terapia.
Na ficha, contudo, que acompanha a consulta mediúnica, está relatado, de maneira sucinta, o problema específico que a criatura padece. É preciso que os componentes do grupo conheçam estes problemas, para que saibam entender melhores as queixas dos protagonistas do drama obsessivo, aprendendo a discernir e averiguar se há mistificação espiritual, ou se há da parte do médium um automatismo que o leva a associar nomes, sem que haja uma melhor compreensão do tratamento e do paciente. Dai, é necessário que escutemos atentamente a narrativa que o espírito faz do caso, acompanhando nas próximas reuniões a evolução do mesmo.
Cabe ao médium manter–se ligado nesta seqüência, sem a qual será difícil haver um tratamento efetivo. Observamos uma variedade muito grande de Entidades com alguns médiuns, sem o sequenciamento conveniente. Muitas vezes apresenta–se uma entidade, narra sua história e não pode, naturalmente ser doutrinado na mesma noite, até porque está em paroxismos de ódio que remonta a séculos, e na reunião seguinte, vemos, entristecidos, aquele Espírito apresentar–se mas o médium não o capta, preferindo dar passividade a outras entidades.
Lógico que a Entidade não ficará abandonada, sendo levada, a partir do despertamento anterior, a outras casas espíritas ou a outros médiuns. Todavia, esta Casa tem um trabalho desobsessivo muito profundo a requerer dos médiuns igual identidade, mantendo a ligação com os Espíritos em tratamento. O médium não pode se alhear, desligar–se dos acontecimentos seja por comodidade, seja por descaso ou por falta de observação.
Existem técnicas simples que facilitam o trabalho qual seja a do médium fixar–se em duas ou três pessoas e exercer seu trabalho com os Espíritos a elas pertinentes. Alguns fazem isso de forma espontânea e natural, outros, entretanto, precisam ser conduzidos. Tanto é assim que existem Centros espíritas que para facilitar o trabalho, acham por bem chamar o nome do paciente que vai ser tratado, alertando, por esta forma, os médiuns negligentes. Para nós, todavia, deve bastar a ligação profunda e responsável do trabalhador.
Ao final dos trabalhos devem os doutrinadores observar as fichas anexadas e verificar quantas Entidades se apresentaram e quais as que não mais apareceram. Na verdade vieram, mas o médium não os captou preferindo incorporar um personagem novo.
São observações fraternas, não são censuras, mas gostaríamos que os doutrinadores fizessem uma ligeira retrospectiva do caso para aqueles médiuns que ainda não estão suficiente adestrado para a desobsessão.
A tendência deste grupo desobsessivo é crescer, não apenas em número de pessoas atendidas, mas em qualidade de atendimento.
Que Jesus, o divino Mestre de todos nós, nos oriente e esclareça, hoje, amanhã e sempre.
Luiza