Leia o que nos dizem os Espíritos:
Em nossas orações, roguemos pelos Centros, pelas Instituições, Sociedades e Federações Espíritas, pedindo a Deus que neles não prevaleçam os espíritos das trevas, as falanges da espiritualidade que ainda se encontram desviadas do bem e que têm como finalidade a destruição desses núcleos de amor divino.
Torna-se cada vez mais preocupante a interferência de tais Entidades nas casas espíritas que, invigilantes, permitem que teorias alheias à Doutrina façam-se presentes, confundindo aqueles que intentam estudar Allan Kardec, miscigenando a pureza doutrinária do Espiritismo.
Roguemos igualmente, em nossos momentos de prece, pelos dirigentes e médiuns, espíritos em provação, pedindo a Deus que mantenham firme os conceitos primevos da Codificação Kardequiana.
Nunca é demais pedirmos ao Pai compassivo que sejam extirpados dos Centros espíritas os nossos velhos conhecidos: a vaidade, o personalismo, as atitudes pouco fraternas, a ânsia pela valorização pessoal em detrimento do bem geral.
Como espírita, que possa cada um, com a magnânima ajuda de Jesus, exemplificar esta posição, vivenciando integralmente a Doutrina dos Espíritos, sem concessões a tudo aquilo que não se paute pela Codificação.
Introduzir práticas estranhas é obedecer as induções mentais negativas que provêm dos espíritos enganadores e falaciosos.
A adesão a tais práticas deriva da insegurança, do desconhecimento do que seja o Espiritismo e do desejo de se fazer notar.
É preciso ser forte, dando um basta às interpolações anômalas. Ser forte requer coragem e firmeza de conhecimentos e propósitos.
É preciso abandonar o hábito das concessões negligentes e levianas. Quando das sugestões exóticas que cheguem ao centro Espírita, tenhamos o vigor evangélico para dizer o não que se faz necessário para a boa continuação das metas estabelecidas.
Não nos tornemos cúmplices, pelo silêncio pusilânime, diante de práticas extravagantes. Façamos ouvir a nossa discordância fraterna e vigilante.
Os Centros Espíritas devem primar pela pureza e correção doutrinária, e da direção dos mesmos é que deve partir as orientações cabíveis, o que requisita dos dirigentes autoridade moral, isenção de personalismo, coerência e amor a doutrina.
Se houver descuidos agora, mais tarde enfrentarão graves alterações, gerando possíveis obsessões coletivas que, infortunadamente já grassam no Movimento Espírita.
Meus filhos em Deus, porfiai na fé e na retidão; perseverai na abençoada Doutrina dos Espíritos, doutrina essa que os acolhe, ensinando-os a caminhar neste mundo de tantos espinhos e tantas amarguras.
Oremos por esses Espíritos equivocados, encarnados e desencarnados, que introduzem-se nas Instituições, objetivando levar a elas a discórdia e o desequilíbrio.
O Espiritismo permanecerá impoluto mas os homens sofrerão as conseqüências da incúria e do desamor.
Miguel Vives y Vives
Mensagem recebida em 3 de março de 1997.